Prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor declara estado de calamidade pública financeira.

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Na tarde desta quarta-feira (4), o prefeito de Iguatu Ednaldo Lavor (PDT) decretou estado de calamidade publica por 90 (noventa) dias em função da situação financeira e da saúde do município.

Segundo o prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor (PDT), não existe condições para se governar o município da forma como recebeu. “Tomei essa decisão, juntamente com o vice-prefeito, Marcos sobreira por inúmeros motivos. Os servidores estão com pagamento atrasados, no hospital regional de Iguatu, ate a alimentação para os pacientes esta faltando, bem como vários tipos de medicação, entre outras que estão citadas no decreto” destacou o prefeito.

Cofre vazio

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Segundo o relatório do TCM a dívida da prefeitura, até o mês de novembro, já somava o montante de 53 milhões de reais em dívidas, sendo 13 milhões somente ao INSS.

De acordo com o diretor Geral do TCM, Juraci Muniz Júnior, que fez a entrega dos relatórios, “As ocorrências mais graves apontadas até o momento são a interrupção de serviços essenciais, atraso salarial e outras dívidas, especialmente as previdenciárias”. No âmbito do TCM, conforme explicou, essas questões podem motivar a aplicação de multas, a devolução de valores aos cofres públicos e a desaprovação de contas. No MPCE, as informações recebidas do TCM podem subsidiar a proposição de ações de improbidade administrativa.

Salários atrasados

Uma das dificuldades encontradas pelo prefeito Ednaldo Lavor e o vice Marcos sobreira, foi o atraso salarial dos servidores públicos, que segundo levantamento parcial o valor pode passar dos 7 milhões de reais, valor esse referente a folha de pagamento da prefeitura, que ultrapassa 63% da arrecadação total, quanto o que é permitido apenas para o gestor em 54% e tolerável apenas 51%, ainda a folha esta em 59%.

 Caos na Saúde

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A falta de diversos medicamentos como: dipirona, paracetamol, amoxicilina e até soro fisiológico, bem como um simples curativo ao paciente.

A maioria dos leitos do HRI está sem lençóis, com isso os pacientes usam os próprios lençóis de uso pessoal, também a falta de material de limpeza.

Pacientes sem alimentação adequada, alimentando-se apenas de ‘caldo de feijão’. Sensibilizado com a triste realidade, o secretário de saúde Marcelo Sobreira comprou com recursos próprios o leite para alimentar os bebês recém-nascidos.

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Redução de secretarias

Uma das medidas encontradas pelo gestor para amenizar a crise foi o corte de 7  (sete) secretarias, além da redução do número de funcionários temporários.

A ideia é minimizar os prejuízos à população local, uma vez que já vem sofrendo com esse descaso há mais de 12 anos.

Coleta de lixo atrasada

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A nova gestão vem realizando uma verdadeira operação de guerra na tentativa de limpar as ruas da cidade, uma vez que, alguns bairros já estavam sem coleta de lixo a mais de 20 (vinte) dias.

.Ações

O prefeito explicou que segundo levantamento tem alguns servidores que estão recebendo e nem mora no município, por isso a necessidade de se fazer um recadastramento para saber quem realmente está trabalhando.

Diminuir secretarias:

Recadastramento dos servidores;

Avaliação de cada servidor;

30 dias avaliação.

Autor/Foto: Rogério Ribeiro/Foto; Ilustrada e divulgação