Construtora expõe trabalhador ao risco a vida em obras

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DSCN0925“Uma das principais campanhas do Ministério Publico do Trabalho tem a ver com a defesa dos trabalhadores submetidos a condições degradantes no trabalho”.

A empresa CONSTRUTORA BLOKUS LTDA, com sede em Boa Vista/RR, responsável pela obra de galerias pluviais, no Bairro Buritis,  rua Almerindo dos Santos entre as ruas  Manuel Felipe e Ataide Teive. Está expondo os trabalhadores ao risco de vida e condições degradantes.

As fotos ao vermos uma vala a céu aberto, em terreno úmido, SEM ESCORAMENTO, com iminente risco de desabamento e soterramento. Esses acidentes, como sempre, levam à morte de obreiros. A construtora BLOKUS, além de expor os trabalhadores ao risco iminente de desabamento, ainda assim, não fornece botas para trabalho em terrenos alagadiços ou encharcados. Vejam a sequência de fotos os trabalhadores desfilando com os pés no chão.

A legislação brasileira e internacional determina que:

“…escavações com profundidade superior a 1,25 mts. (um metro e vinte e cinco centímetros) devem ter sua estabilidade garantida por meio de estruturas dimensionadas para esse fim” (Portaria 3.214 do MTE, NR 18.6.5)

Os operários confirmaram a existência de descumprimento da legislação trabalhista na obra, onde a maioria dos operários não utilizava equipamento de proteção, e não há banheiro ou refeitório. Havia denuncia ainda de atraso no pagamento das verbas rescisórias e de salários.

O Ministério Publico do Trabalho (MPT) e sua secção de Roraima, em particular, desempenham uma campanha em defesa das condições dignas de trabalho. Segundo o MPT:

“Com o objetivo de erradicar o trabalho em condições análogas às de escravo, a Coordenadoria de Erradicação do Trabalho Escravo  investiga situações em que os obreiros são submetidos a trabalho forçado, servidão por dívidas, jornadas exaustiva ou condições degradantes de trabalho, como alojamento precário, água não potável, alimentação inadequada, desrespeito às normas de segurança e saúde do trabalho, falta de registro, maus tratos e violência”.

Tentamos falar com o engenheiro, José Jair Praciano, um dos sócios da construtora Blokus, porém ele não atendeu as nossas ligações.

Da redação/Fotos: divulgação