27.3 C
Fortaleza
terça-feira - 07 julho 2026
Início CIDADE Senado aprova em 1º turno texto principal da PEC que torna obrigatório...

Senado aprova em 1º turno texto principal da PEC que torna obrigatório pagamento de emendas

5nov2013---presidente-do-senado-renan-calheiros-pmdb-al-conduz-sessao-no-plenario-em-que-foi-aprovada-em-primeiro-turno-a-proposta-de-emenda-a-constituicao-pec-do-orcamento-impositivo-que-torna-1383692788872_615x300O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (5), em primeiro turno o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo (PEC 22 A/2000).

A matéria prevê que a União ficará obrigada a liberar o dinheiro das emendas dos parlamentares ao Orçamento da União, até o limite de 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) da União. Além disso, a proposta cria uma fonte de financiamento estável para a saúde pública, uma vez que 50% dessas emendas parlamentares serão destinadas ao setor. 

Foram 62 votos a favor, nove contra e nenhuma abstenção. Destaques ao texto, que são pedidos de votação em separado de partes do texto principal da proposta, serão votados apenas amanhã segundo acordo entre os parlamentares. O segundo turno deve ficar para a semana que vem.

A PEC do Orçamento Impositivo mobilizou, mais uma vez, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que veio ao Senado nesta terça-feira (5) acertar os detalhes da votação em reunião com líderes da base aliada ao governo.

“É uma votação muito importante para o país, fruto de uma profunda negociação, de um avanço significativo, para garantir mais recursos para a saúde”, afirmou.

Para ser aprovada a PEC, são necessários, no mínimo, 49 votos em dois turnos de votação. Após o segundo turno no Senado, a matéria retornará para última análise dos deputados porque o texto recebeu alterações e terá de ser aprovado novamente na Casa.

Atualmente, cada senador e deputado podem indicar R$ 15 milhões em emendas parlamentares. Com a vinculação a somente 1,2% da receita, esse valor cairá para R$ 13,8 milhões.

De acordo com a liderança do governo, a expectativa é de que sejam destinados R$ 64 bilhões a mais para a saúde até 2018, envolvendo todos os recursos do governo para a área e não apenas as emendas parlamentares.

Críticas

Vários senadores defenderam que fosse aprovada proposta que garantisse a execução de toda peça orçamentária pelo governo federal, na forma que é aprovada pelo Congresso. Os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foram alguns dos que se manifestaram contra a PEC.

Na visão de Jarbas, a proposta não tornará o orçamento da União impositivo, não passando de “um engodo”. O senador Humberto Costa (PT-PE) também falou contra a proposta.

Para ele, não deveria nem existir a proposta de emenda parlamentar, pois esse “instrumento desorganiza a administração pública e em nada vai beneficiar a execução do Orçamento”. Na avaliação do senador Mário Couto (PSDB-PA), a PEC do Orçamento impositivo é uma troca de favores, um “mensalão disfarçado”. (Com Agência Senado)