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terça-feira - 07 julho 2026
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Dieta alia cinco dias de comilança com dois de jejum

dietaO polêmico regime vem deixando os especialistas de cabelo em pé porque ele de fato funciona.

Quando a respeitada BBC exibiu o documentário Eat, Fast and Live Longer (Coma, Jejue e Viva Mais), produzido pelo médico Michael Mosley e pela jornalista Mimi Spencer, em junho do ano passado, foi um buzz só. Animados com o bochicho, os autores britânicos lançaram, em janeiro, a versão livro do projeto – The Fast Diet ou A Dieta dos 2 Dias (R$ 25, Editora Sextante). A obra caiu como uma bomba porque questiona velhas convicções da nutrição – comer de três em três horas, balancear refeições, cortar qualquer item engordativo do cardápio – e disseca o regime que, eles garantem, seca até cinco quilos num único mês. 

À Glamour, Mosley e Spencer explicaram que a dieta propõe um esquema tático aparentemente facinho de manter: cinco dias sem restrições xiitas à mesa + dois dias alternados de jejum. No panic: o jejum aqui não significa não ter nadica no estômago, mas sim comer em torno de 500 calorias (para as mulheres) e 600 calorias (no caso dos homens) – mais ou menos como acontece nos planos nutricionais dos spas. Só que a ordem é ingerir metade das calorias pela manhã e metade após 12 horas. “Um longo período sem ingestão de alimentos coloca o fígado em modo de ‘descanso e reparo’ e facilita a depuração de toxinas, depuração essa essencial para a perda de peso”, justifica Mimi Spencer sobre o método.

Tem fundamento científico: quando você vai fazer exames de sangue, por exemplo, o jejum é necessário para que o organismo seja analisado em sua forma mais neutra, sem excessos de gordura e de açúcar. Na dieta da vez é a mesma coisa. No período de jejum, tudo o que é preciso para o funcionamento do corpo é aproveitado, enquanto o que é desnecessário é eliminado. Segundo o endocrinologista paulistano Filippo Pedrinola, o método é interessante porque o jejum diminui a quantidade de insulina no sangue (ela é a grande responsável pela estocagem de glicose) e aumenta a produção de glucagon (hormônio “bendito”que queima a energia estocada no corpo).

Mais: a turma que defende a nova dieta garante que as benesses vão além de uma silhueta enxuta. Estudos apresentados no livro apontam que, com o jejum, é possível melhorar o colesterol, equilibrar a glicemia e aumentar as funções cognitivas do cérebro – sim, além de magérrima, você ficará mais saudável e espertchenha!

Obviamente, nem tudo são flores – nem nessa, nem em nenhuma dieta restritiva. Pedrinola explica que um cardápio de poucas calorias combinado com jejum prolongado leva à queima não somente de gordura, mas de massa magra (músculos), além de causar fraqueza, tontura e mau humor. Então, prepare-se! Vai encarar? A dica para os dias de “seca” é optar pelo mix de carnes brancas, ovos, vegetais e legumes. “A proteína ajuda no emagrecimento porque não fica acumulada em forma de açúcar, como o carboidrato. Além disso, ela acelera o gasto energético durante a digestão”, afirma a nutricionista carioca Virgínia Barroso do Nascimento, que revisou a versão brasileira do livro. Já nos dias de passe-livre, um alerta: nada de exageros e de fazer a devoradora de carboidratos simples e gorduras saturadas, ok? Senão, fica muito mais difícil comer “certinho” nos dias de quase jejum.

E o papo de se alimentar de três em três horas para manter o metabolismo ativo, hein? Faz sentido, já que o organismo entende que é preciso trabalhar constantemente (= queimar energia). Só que, para os defensores do prato vazio, quanto mais se come, mais se estimula a compulsão. “A pessoa passa a comer por hábito, e não por fome. Muitos desenvolvem a necessidade de comer compulsivamente pelo simples desejo de mastigar”, explica Mosley. Realmente… Quem nunca? Bem, quem testar a dieta escreve para a gente contando depois?

Fonte: Glamour