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quarta-feira - 08 julho 2026
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Agente penitenciário morre após confusão em unidade do Complexo Prisional do Curado

Segundo sindicato, presos tentaram tomar o setor de entrada e saída do presídio, dando início à troca de tiros.

Um agente penitenciário morreu após uma confusão em uma das unidades do Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife, nesta segunda-feira (19/03), segundo o Secretário de Justiça de Pernambuco, Pedro Eurico. Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do estado (Sindasp-PE), presos tentaram tomar o setor de entrada e saída, dando início a uma troca de tiros.

A tentativa de tomada do Setor de Permanência teria ocorrido por volta das 5h, no Presídio Agente Penitenciário Marcelo Francisco de Araújo (Pamfa). Segundo o secretário, o agente penitenciário chegou a ser socorrido para o Hospital Otávio de Freitas (HOF), mas não resistiu ao ferimento e morreu.

O Sindasp informou ainda que um preso teria ficado ferido na confusão. O G1 tenta contato com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) para saber o estado de saúde dele.

Problemas frequentes

O Complexo do Curado tem três unidades e um histórico de problemas, tendo sido alvo de uma denúncia à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Uma confusão foi registrada no dia 15 de março, no Presídio Frei Damião de Bozzano (PFDB), outra unidade do complexo. Na ocasião, um detento morreu e outro ficou ferido.

Em junho de 2017, dois presos também foram mortos no local. No dia 16 do referido mês, um reeducando foi morto a pedradas no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb). No dia 26 do mesmo mês, outro preso morreu durante uma confusão que também deixou dois agentes penitenciários e quatro detentos feridos.

A superlotação do Complexo do Curado foi um dos problemas constatados durante a visita da comitiva da Organização dos Estados Americanos (OEA), em junho de 2016. Representantes de organizações que denunciaram a situação do presídio apontaram, ainda, a permanência de violações dos direitos humanos, apontadas desde 2011, por um grupo liderado pela Pastoral Carcerária do Estado.

A pastoral denuncia uma série de irregularidades na unidade, que envolvem danos à integridade física dos presos, problemas de saúde por falta de cuidados médicos e falta de segurança para os agentes, entre outras. A inspeção foi feita por juízes da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA e representantes das organizações, acompanhados de equipes dos governos estadual e federal.

Autor: Da redação com G1 PE/ Foto: Everaldo Silva / TV Globo