A RBPC solicita da Ministra, Esther Dweck a inclusão de 5% dos Povos Ciganos na reserva de vagas na Administração Pública Federal.

102

Nesta segunda-feira (29/06), através do Oficio n º 0072AA/RBPC/ MGI/DF, a Rede Brasileira dos Povos Ciganos (RBPC), solicitou da Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos-(MGI), Esther Dweck, a inclusão de 5% das vagas destinadas a estágios na Administração Pública Federal para candidatos pertencentes aos Povos Ciganos.

As vagas atuais

Conforme a instrução Normativa SGP/MGI nº 228/2026, o novo modelo estabelece 30% das vagas para estudantes negros, 10% para pessoas com deficiência, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.

Vagas para os povos ciganos

Para o presidente da RBPC, Coordenador do Fórum das Comunidades e Povos Tradicionais do Ceará e Coordenador do Grupo de Combate as Torturas das Comunidades Ciganas, o Calon Rogério Ribeiro, “Esta medida não é um favor, mas sim um cumprimento aos princípios constitucionais e à legislação brasileira de promoção da igualdade e reparação histórica. Os Povos Ciganos, reconhecidos como grupo étnico e cultural diferenciado, enfrentam há séculos exclusão, discriminação estrutural e acesso restrito à educação, ao trabalho e às oportunidades de formação profissional” destaca.

A reserva de vagas é instrumento legítimo e eficaz para corrigir desigualdades históricas. Sem essa ação, continuamos invisíveis nos espaços de formação e serviço público, o que reforça ciclos de pobreza e marginalização. Os 5% solicitados seguem parâmetros já adotados para outros grupos vulneráveis e estão em sintonia com a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial e com o compromisso do Estado brasileiro com a diversidade e a justiça social.

Contamos com a sensibilidade e o compromisso da Ministra Esther Dweck para garantir que os Povos Ciganos tenham, de fato, acesso às oportunidades de desenvolvimento, construindo uma administração pública mais representativa e justa para todos os brasileiros.

Autor/fotos: Ascom RBPC