A Rede Brasileira dos Povos Ciganos-RBPC, divulga nota, após receber a notícia da morte do Cigano Venâncio, assassinado a tiros na noite desta quarta-feira (4/02), em Santo Amaro/BA no Condomínio Vida Nova Sacramento.
De acordo com relatos de moradores, homens armados chegaram ao local e efetuaram mais de 20 disparos contra a vítima. O cigano Venâncio foi atingido diversas vezes e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
A RBPC apurou que a vítima já sofreu uma tentativa de homicídio a cerca de seis meses.
A nota
Mais uma vida cigana foi arrancada na Bahia que requinte de crueldade e covardia. Mais um nome que se soma a uma lista vergonhosa de mortes que insistem em ser tratadas com silêncio, descaso e impunidade.
A Rede Brasileira dos Povos Ciganos-RBPC volta a exigir JUSTIÇA, porque o que está acontecendo não é acaso, não é fato isolado e muito menos coincidência: é perseguição histórica escancarada. Quantos ciganos ainda precisarão morrer para que o Estado acorde?
Quantos corpos precisarão cair para que as autoridades façam o mínimo que a lei exige?
De acordo com o presidente da RBPC e coordenador do grupo de combate as torturas nas comunidades cigana, o calon Rogério Ribeiro, “Essas mortes vêm se repetindo com frequência alarmante, especialmente na Bahia, e o padrão é sempre o mesmo: violência, investigação morna e, no final, o velho “ficar por isso mesmo”. Não aceitaremos mais isso. Não aceitaremos que a vida cigana continue valendo menos” disse.

Os autores desses crimes PRECISAM ser identificados, investigados e condenados conforme a lei. Não é favor, é obrigação. O que está acontecendo é crime, é racismo estrutural, é violação de direitos humanos. E quando o Estado se cala, ele se torna cúmplice.
Essas mortes NÃO PODEM ficar impunes. Cada caso ignorado fortalece o próximo assassino. Cada silêncio oficial legitima a violência contra os povos ciganos.
Diante dessa sequência de assassinatos, a RBPC irá acionar todas as instituições de segurança pública, órgãos de direitos humanos, instâncias nacionais e internacionais, incluindo a ONU. O mundo precisa saber que, no Brasil, ciganos estão sendo mortos e esquecidos.
Os povos ciganos não é invisível.
Não é descartável.
Não vai se calar.
Se a justiça não vem por vontade, virá por pressão.
Se o silêncio é a resposta, o grito será coletivo.
JUSTIÇA PARA OS CIGANOS.
CHEGA DE IMPUNIDADE.
NOSSAS VIDAS IMPORTAM
Lamentamos profundamente essa perda e nos solidarizamos com a dor de todos os familiares e amigos.
RBPC, em 5 de fevereiro de 2026.











