Vítimas invisíveis e inocentes: Instituto Cigano do Brasil cobra inquérito policial sobre as mortes em Umbaúba.

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A família do Robson Rafael da Silva, diz que até agora não teve respostas sobre o inquérito policial nem sobre a possível punição dos suspeitos. O crime não pode ficar impune. não pode ficar em vão. “Levo a tristeza de não ter mais ele aqui e não conseguir trazê-lo de volta. É uma dor muito grande”, disse a irmã.

O Instituto Cigano do Brasil-ICB, através do presidente o cigano Rogério Ribeiro que vem acompanhando o caso de perto, e cobra inquérito policial, por sua vez, é o instrumento, no direito processual penal, que legalmente materializa a investigação criminal, presidida pela autoridade policial, nos termos do artigo 4° do Código de Processo Penal.

Não há nada que possa alterar a trágica realidade e o sofrimento pela perda de um ente querido. Porém, a lisura e correção da apuração dos fatos traz a certeza de que Robson da Silva e Anderson Costa morreram inocentemente, devido uma ocorrência truculenta e com sede de justiça através de justiceiros.  A verdade é que isso é resultado de um erro, um erro grotesco.

Mortos na calçada

Segundo alguns moradores relataram que as vítimas Robson Rafael da Silva e Anderson Costa dos Santos, estavam numa calçada de uma casa amarela (fotos), quando foram alvejados por arma de fogo por alguns policias vindo a óbito no local, as informações é que esse fato aconteceu por volta das 18h da quinta feira (17/12/2020).

“Estava na hora errada, no lugar errado, não tem outra explicação”, diz a irmã do Robson Rafael da Silva, que tinha 35 anos, era do interior de São Paulo e estava a pouco mais de um ano tentando a vida no Nordeste e estava há menos de dois meses na Região de UMBAÚBA, foi morto em ação da Policia na cidade, deixou uma filha de 16 anos que também é do interior de São Paulo, de acordo com a certidão de óbito a causa morte foi choque hipovolêmico, hemotórax, ação perfuro contunda.

Robson Rafael

Kelli Cristina, Advogada e irmã de Robson mora no interior de São Paulo e entrou em contato com o Instituto Cigano do Brasil, procurando ajuda para maiores esclarecimentos, uma vez que a vítima estava no IML e sendo conhecido por um dos ciganos que executou os policiais, ela contou que esteve em Aracaju para a liberação do corpo, onde fez o translado para São Paulo, a família teve que reunir recursos de última hora para que seu irmão pudesse ter um velório digno.

“Nós entendemos e acreditamos que ele estava na hora errada, no lugar errado, porque não tem outra explicação. Chegarem assim atirando para matar duas pessoas e uma sendo meu irmão, assim do nada, ele não tinha envolvimentos com assassinados sempre morou comigo após o falecimento de minha mãe em 2009, portanto conhecemos todo o histórico dele”, desabafa Kelli irmã da vítima.  Ainda de acordo com Kelli, chegando ao IML não houve qualquer informação sobre como ocorreu tudo, ficou na dependência de contatos que conheciam Robson e também contou com a ajuda do nosso ICB.

Sem perícia

Segundo as informações repassadas a ela, os corpos de Robson e Anderson foram levados já mortos e sem perícia no local.

Homicídio

O homicídio ocorreu quinta-feira (17/12/2020), por volta das 17 às 18h, ele trabalhava no bar do Jacó em Umbaúba, naquela tarde saindo do trabalho e indo para o local onde morava se deparou com Anderson Costa dos Santos, sentado numa calçada de uma casa (foto) e pediu um cigarro.

Os policiais

Sendo um usando fardamento, dois encapuzados, um de bermuda com mascara do covid-19, todos fortemente armados chegaram a dois veículos uma caminhonete Prata e um Voyage preto, pararam os veículos próximos do Anderson e perguntaram como era o nome dele, vindo a responder “Anderson” de imediato os policiais foram atirando nos dois (Andersom e Robson), segundo informações das testemunhas os próprios policiais colocaram os corpos sem vidas numa camionete Prata e encaminharam para unidade de saúde local.

Local do crime

As testemunhas informaram também que os policiais recolheram as cápsulas das balas do local do crime, que atingiram as vítimas. Uma testemunha foi atingida na perna pelos estilhaços das balas, os policiais a levaram para a unidade de saúde sobre fortes ameaças.

Inquérito Policial

Inquérito Policial compreende-se pelo conjunto de ações realizadas pela Polícia Judiciária (Polícia Civil ou Polícia Federal) com o objetivo de angariar elementos para a formação da convicção acerca da autoria e materialidade delitiva. Neste sentido, permitindo, portanto, que o Ministério Público (nos crimes de Ação Penal Pública) e/ou o ofendido (nos crimes de Ação Penal Pública de iniciativa privada) ofereça a peça inicial acusatória: denúncia ou queixa, respectivamente.

Tal ferramenta tem natureza administrativa, ou seja, ainda não estamos diante de um processo crime. É presidido pela Autoridade de Polícia – Delegado – o qual, por sua vez, fará as diligências pertinentes e cabíveis no curso do inquérito.

Autor: Ascom/ICB/Fotos; divulgação internet.