Perigo constante: Em Iguatu alunos andam cerca de 3 km entre o local do desembarque a Vila.

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É fácil concluir que a crise na educação não se encerra nos muros da escola. Começa antes, no caminho para a escola.

Estudantes de Iguatu das Escolas E.E.E Profissional Lucas Emmanuel Lima Pinheiro e Amélia Figueiredo de Lavor são obrigados a cruzar a pé CE 282 que liga os bairros Chapadinha a Vila Cajazeiras, entre o local de desembarque do transporte escolar para chegar às suas residências.

O que os estudantes querem com essa reportagem é que a prefeitura municipal de Iguatu se sensibilize com a situação que eles estão vivendo e possa mandar o transporte para o bairro Cajazeiras.

Trajeto pela vida

Os alunos se dividem em dois grupos a caminhar debaixo de sol quente pelo acostamento estreito da CE 282, onde repartem com os ciclistas e muitos pedestres que faz caminhada.

Submeter alunos indefesos

Fato é que não se podem submeter alunos indefesos às atitudes inconsequentes motivadas por indícios de acordos políticos com fins de interesse particular ou no intuito de beneficiar esse ou aquele empresário ou parceiro político, mas ao contrário, tornar público licitação para a contratação de tais empresas e total adequação aos parâmetros exigidos aos meios de transportes para garantia de segurança àqueles alunos.

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O silêncio das autoridades

 Mas o pior de tudo é o silêncio das autoridades. Além desse descaso com os alunos o povo sofre todo dia e não encontra nenhuma alternativa e os nossos governantes não se posicionam, não dão uma perspectiva de melhoria das situações enfrentadas pela população.

Autorização absurda

 Dentro do ônibus esta fixada a autorização para os motoristas Erasmo Alves da Silva e Thiago de Oliveira que fazem a rota Malhada Limpa/Alencar para Iguatu, faça parada no triangulo do bairro Chapadinha /Várzea Alegre CE 282, que dar acesso ao bairro Cajazeiras, essa autorização esta assinada pelo coordenador do transporte escolar, Raimundo Nonato Ferreira Lô.

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Transporte digno

É fácil concluir que a crise na educação não se encerra nos muros da escola, começa antes, no caminho para a escola.

A Lei

A LDB (Leis de Diretrizes e Bases da Educação) regulamenta a obrigatoriedade do transporte escolar na educação básica (do “Pré até o 9º ano) tornando possível assim o acesso do alunado à escola. Além da obrigatoriedade, trazida pela LDB, a lei (Lei nº13/2006 de 17 de Abril) que legisla sobre esse tipo específico de serviço, prevê também a garantia da segurança total dos que estão sendo transportados.

De acordo com o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir o veículo sem portar a autorização para condução de escolares é infração grave, gerando multa de R$ 127,69 e a retenção do veículo até a regularização.

Manutenção e inspeção precária

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O transporte escolar deve possuir todos os requisitos e equipamentos obrigatórios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). Porém em Iguatu que faz as vistorias é a própria prefeitura, através do condutor Clediomar Pinto da Costa que pela força de uma portaria é quem fiscalizar o transporte escolar e no caso de manutenção são encaminhados para a Jodissel.

O correto

  Quem deveria fazer as inspeções e a liberação dos veículos para o transporte escolar de Iguatu seria o CIRETRAN/DETRAN, como é feitos na maioria das cidades.

Para ser aprovado na inspeção, o veículo deve estar registrado na categoria de passageiro, apresentar uma faixa horizontal na cor amarela, com quarenta centímetros de largura, à meia altura em toda a extensão das partes laterais e traseira do veículo, com o nome ESCOLAR em preto. No caso de veículo de carroceria pintada na cor amarela, as cores devem ser invertidas. Além do equipamento registrador instantâneo de velocidade (Tacógrafo), e certificado do tacógrafo (inspecionado pelo INMETRO), o transporte escolar deve possuir todos os requisitos e equipamentos obrigatórios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

Autor/Fotos: Rogério Ribeiro e Vinicius Silva