Lentidão: A RBPC cobra da SSP/BA elucidação da morte da cigana Silvane e da tentativa contra Luana.

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A lentidão nos casos de homicídio no Brasil é uma realidade comum e que agrava o sofrimento das famílias das vítimas, que muitas vezes adoecem à espera de respostas e justiça.

Trinta dias.
Trinta dias de vergonha pública.
Trinta dias desde o assassinato da calin Silvane e da tentativa de execução contra a Calin Luana — e o que o Estado entregou?
Um buraco de silêncio tão profundo que já cheira a descaso deliberado.

Não é incompetência.
Não é atraso.
É desprezo.

Para o presidente da RBPC e coordenador do grupo de combate as torturas nas comunidades ciganas,  calon Rogério Ribeiro “polícia demonstra uma apatia que só pode ser descrita como um tapa na cara da comunidade cigana de Alagoinhas . É como se estivéssemos diante de uma máquina enferrujada que só se move quando interessa — e quando o sangue é cigano, simplesmente desliga” destaca.

O comportamento das autoridades é indigno.
A falta de resposta é intolerável.
A ausência de qualquer avanço é humilhante para quem deveria garantir justiça.

E aqui vai a verdade nua e crua:

Se fosse qualquer outra família, qualquer outro sobrenome, qualquer outra origem, já teriam respostas, suspeitos, relatórios, coletiva de imprensa, investigação acelerada e nomes.

Mas como é  duas  ciganas, empurram para o limbo.
Enterram o caso na gaveta mofada onde guardam tudo o que não querem resolver.

A Rede Brasileira dos Povos Ciganos-RBPC não vai aceitar essa covardia, essa ausência de informação  institucional.
Não vamos permitir que a vida de Silvane seja tratada como algo descartável.
Não vamos aceitar que Luana siga sem proteção enquanto o Estado assiste de braços cruzados.

Se a polícia não tem coragem de trabalhar, nós temos coragem de cobrar.
Se o sistema insistir em se arrastar, nós vamos atropelar essa morosidade.
Se tentam matar o caso no silêncio, vamos fazer barulho até que o país inteiro ouça.

O dia 25 foi mais uma demonstração da falência moral das autoridades responsáveis:
nenhuma explicação, nenhuma atualização, nenhuma postura minimamente profissional.

Mas isso não nos intimida.
Pelo contrário — alimenta nossa determinação.

A RBPC vai bater às portas que forem necessárias:
órgãos de controle, corregedorias, Ministério Público, defensoria, direitos humanos, imprensa nacional e internacional.
Vamos levar esse caso para quem realmente tem coragem de enfrentar a verdade.
E se tentarem esconder, vamos expor.
Se tentarem atrasar, vamos acelerar.
Se tentarem ignorar, vamos transformar isso em escândalo público.

A justiça virá nem que seja arrancada com as mãos.

Silvane não vai ser esquecida.
Luana não vai ser deixada para trás.
E quem acha que a comunidade cigana vai se calar não entendeu absolutamente nada sobre quem somos.

Nós não recuamos.
Nós não abaixemos a cabeça.
Nós não deixamos nossos mortos sozinhos.

Entenda

A RBPC cobra apuração rigorosa após morte da Cigana Silvane e da cigana Luana que ficou gravemente ferida

Ofícios que encaminhamos

Núcleo-RBPC/BA, 29 de outubro de 2024.

Oficio n° 0094AA/RBPC/BA/SSP/PC

A Vossa Excelência

Dr. Jobson Lucas Marques

Coordenador da 2ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN), em Alagoinhas/BA.

OBS: Sem resposta

 Núcleo-RBPC/BA, 27 de outubro de 2024.

Oficio n° 0092AA/RBPC/BA

A Vossa Excelência

Jerônimo Rodrigues

Governador do Estado da Bahia

Salvador/BA.

Resposta: em 7/11-Ofício no 00126599237/2025 – GABGOV/CHEGAB/SEDO

Assunto: Ofício n° 0092AA/RBPC/BA – Solicita providências na apuração da morte da cigana Silvane e da cigana Luana que ficou gravemente ferida.

Remetemos às Secretarias da Segurança Pública (SSP), de Política para as Mulheres (SPM) e de Relações Institucionais (SERIN), mediante o Processo SEI no 001.7313.2025.0010263-90, as quais têm a competência para efetuarem a respectiva análise.

OBS: Completando 20 (vinte) dias e nada

Autor/foto: Ascom/RBPC