Instituto Cigano do Brasil participa de ato que pede justiça por Moïse, congolês espancado até a morte no Rio.

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Neste sábado (05/02), foram realizados protestos em pelo menos doze capitais de todas as regiões do país para cobrar justiça pelo assassinato de Moisé Kabagambe e homenagear o congolês, de 24 anos, que foi espancado até a morte no último dia 24/01, no Rio de Janeiro.

Em Redenção, no Ceará, o ato ocorreu nas proximidades do monumento Negra Nua em frente ao campus da Liberdade, da Unilab e foi convocado pelo coletivo das Associações de Estudantes Africanos da Instituição.

Na ocasião o Instituto Cigano do Brasil-ICB, participou e também apoiou o ato através da estudante da UNILAB/CE, a Cigana Flor Fontenele, “Estamos todos juntos no mesmo barco. O racismo mata negros e ciganos. Todos os moimentos estão se unido para dizer um basta. Juntos somos mais fortes os nossos inimigos são os mesmos” disse Flor que acrescentou “O ICB está prestado solidariedade e hoje aqui denunciando o preconceito e racismo contra os Povos Ciganos e os negros também nos apoiam” concluiu a Cigana.

Para o presidente do ICB, Cigano Rogério Ribeiro, “Nunca deixaremos de nos indignar diante de fatos como esse. Exigimos justiça e respeito à vida. Vidas negras importa” destacou.

O presidente do ICB, membro consultivo da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da OAB/CE e Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Cigano Rogério Ribeiro

Nota solidariedade do ICB

O Instituto Cigano do Brasil-ICB se solidariza com a família e os amigos de Moïse Mugenyi Kabagambe, jovem congolês, espancado até a morte no quiosque onde trabalhava como atendente, na praia da Barra, no Rio de Janeiro. Ele morreu após ser atacado por vários homens, depois de cobrar o pagamento pelos dias trabalhados no quiosque Tropicália, perto do Posto 8. A vítima foi sepultada no último domingo (30/01).

O ICB ressalta que é inadmissível qualquer situação que viole os direitos humanos e reafirma que a intolerância, a discriminação e o preconceito precisam ser repudiados e combatidos em nossa sociedade. Assim, a Instituição se soma às muitas vozes que gritam pela busca da paz e da igualdade. O povo negro brasileiro tem enfrentado o racismo há muito tempo como os Povos Ciganos.

Esperamos que medidas cabíveis sejam adotadas, com o rigor necessário.

Ascom/ICB