Crime de Perseguição: Homem vem perseguindo e ameaçando uma cigana via zap.

74

Nenhuma mulher pode ser tratada como alvo descartável. Nenhum povo pode ser perseguido

O que está acontecendo em Alagoinhas ultrapassa qualquer limite de civilidade — é um retrato cru de violência, ódio e perversidade que precisa ser exposto sem filtros.

Um empresário da cidade vem promovendo ataques constantes contra a comunidade cigana, chamando-os de “lixo” e afirmando que “não vai ficar um cigano em Alagoinhas”. Isso não é opinião — é racismo, é incitação à perseguição coletiva, é tentativa de expulsar um povo inteiro com base no ódio.

Entenda o caso

A Rede Brasileia dos Povos Ciganos-RBPC, e de imediato foi acionado o Dr. Robson Araujo para acompanha o caso, foi feito um relatório para várias autoridades.

No dia 27/03 a senhora Mônica Neres de Sousa foi detida por uma viatura da PM, composta por cinco policias, sendo acusada de aplica estelionato na Empresa Fênix Comunicação Visual localizada em Alagoinhas, no ato da abordagem aproximadamente as 17h, próximo a Paraguassu Chevrolet, ela estava em companhia do seu esposo, Marcelo Santana de Castro, sua filha autista Emilly Victoria Neres de Sousa (4 anos) numa moto Honda CB 150 Titan cor Preta – Placa -EFJ 6134/SP ano 2009/2009. Um PM apreendeu a moto e colocou o senhor Marcelo no camburão, quiseram também coloca a senhora Mônica com sua filha, devido uma certa aglomeram de pessoas presente a guarnição da PM colocaram ela e sua filha no bando de trás da viatura.

Segundo Dona Mônica Neres ela sofreu agressões verbais, puxões de cabelo pelo condutor da viatura Cabo/PM Carlos Eduardo Ferreira dos Santos (relato em áudios);  ela precisa urgentemente concessão rápida de medidas protetivas.

Na delegacia

A suposta vítima senhor Gildevan Andrade Vasconcelos, entregou para a coordenadora adjunta, delegada Amanda Brito três sacolas de chocolate da Cacau Show.

Ficou 24 horas na DP, de sexta-feira (27/03) das 21h20 até dia (28/03), as 20h15min, várias horas numa cela da delegacia (lado direito) com 21 (vinte e um) custodiados por furtos e brigas “chamados de coroas”;

Dona Mônica Neres ficou sem alimentação e água. Quando chegava almoço, água e lanches só era entregue para os vinte custodiados que dividiram os alimentos para a custodiada

Criança Autista na DP

A criança Emilly Victoria Neres de Sousa (4 anos), filha do casal ficou na delegacia cerca de cinco horas, com o pai, foi feito uma busca nos antecedentes do senhor Marcelo Castro e não foi encontrado nada que desabone sua conduta, e por volta das 22h, a filha e o pai foram liberados. Dona Mônica Neres foi algemada para fazer os exames de corpo deleito e autuada em flagrante pelo crime de Estelionato-Art.171 do CPB, conforme Nota de Culpa-APF Nº 30659/2026.

Condições insalubres e violação de direitos humanos;

Os riscos de estupro coletivo que a custodiada passou;

Delegacias, que deveriam ser locais de passagem temporária, funcionam como presídios provisórios com capacidade amplamente excedida;

Apagaram todas as mensagens do celular da dona Mônica Neres

Veja algumas frases desse individuo:

“Vc é lixo todos os ciganos e lixo”    “ cigano é lixo tem que morrer mas sofrer antes”  “ Cadê seus lixo cigano chama eles aqui bate de frente tenho medo não”  “ tenho costa quente”

Gildevan Andrade usar nome de algumas autoridades

Gildevan Andrade se refere a delegada de alagoinhas Amanda Brito “ Amanda me ajudou muito com a deputada Ludmila e o vereador juraci” Será que essas pessoas tem conhecimento disso ?

Gildevan Andrade, fala em inventa um rouba a empresa dele para acusar os ciganos de Alagoinhas    “Vou mandar roubar minha empresa e joga pra vc viu”   “ Já lhe disse que tenho conhecimento aqui em Alagoinhas “  “ Amigos deputados vereadores e a grande delegada Amanda” ### “ Ludmila , Juaracy e Amanda são meus patriarca filinha desiste va embora ou se matarkkk”###” Bora de parceria pra tardezinha te enganei kkkkk”

Sobre a ocorrência

Gildevan Andrade relata que foi tudo inventado : “ Amei ver vc sofrer kkk” ###  “ E vou armar outra se liga nos seus filhos” ###  “ Vou fazer tu fica lá pra sempre”#### “ Amanda ia ne mas tiraram  vc que pena”##### “ e os presos não quis sexo a noite não”####

Falsa acusação

Foi montada uma falsa acusação para colocá-la na prisão. E não se trata apenas de uma prisão injusta — trata-se de uma situação deliberadamente criada para expor essa mulher ao pior tipo de violência possível. Ela foi mantida por 24 horas dentro de uma cela com 21 homens. Isso não é um detalhe. Isso é o centro da barbárie.

Colocar uma mulher em uma cela com dezenas de homens é, por si só, uma violação brutal dos direitos humanos. É uma exposição consciente a risco de abuso sexual. É criar, de forma calculada, um ambiente onde o estupro se torna uma possibilidade concreta e iminente

Nota RBPC

Não estamos apenas falando de racismo ou calúnia. Estamos diante de uma conduta que flerta diretamente com a responsabilidade por violência sexual, ainda que indireta, ao criar e explorar uma situação de risco extremo.

Trata-se de uma violação gravíssima dos direitos humanos, que fere não apenas a dignidade da pessoa humana, mas também princípios básicos garantidos pela Constituição e por tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. A superlotação transforma celas em verdadeiros depósitos humanos, enquanto a falta de condições mínimas de higiene expõe os detentos a doenças, sofrimento e abandono.

A RBPC exige providências urgentes das autoridades competentes. Não se pode normalizar o absurdo, nem silenciar diante de tamanha negligência. O Estado tem o dever de garantir condições dignas a todas as pessoas sob sua custódia, independentemente de sua origem, etnia ou situação jurídica.
Denunciar é um ato de resistência. E diante dessa realidade, o silêncio jamais será uma opção.

É ilegal e viola direitos humanos fundamentais que presos fiquem sem alimentação em delegacias. O Estado é responsável por fornecer comida e água aos custodiados, mesmo em audiências de custódia. Em muitos casos, a falta de repasses e estrutura transfere essa responsabilidade às famílias ou gera situações de fome. Quais os motivos, para deixar uma mulher reclusa em uma cela que só tem homens? A legislação prevê que celas de delegacia não devem misturar detentos de gêneros diferentes, tornando essas denúncias violações graves da integridade física e moral das mulheres custodiadas

Insalubridade e Tortura: As condições incluem falta de higiene, ausência de ventilação, surtos de doenças e agressões físicas.

A RBPC exige por apuração rigorosa das referidas denúncias apresentadas pela senhora Mônica Neres, pois é um pilar fundamental para a transparência, fiscalização e manutenção da ética na administração pública e na sociedade, especialmente diante de casos graves como este.

OBS: Todas as informações foram repassadas pela dona Mõnica Neres, via áudios e plints e ligações telefônicas.