A RBPC denúncia violência policial em Itaetê/BA e vai encaminha relatório para a ONU.

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Os Povos Ciganos já não aceitam mais ser tratado como invisível. Não vamos recuar. Não vamos silenciar. Nossa voz ecoa em defesa da dignidade, da justiça e do respeito.
  A Rede Brasileira dos Povos Ciganos-RBPC, através do presidente e coordenador do Comitê de Combate as Torturas nas Comunidades Cigana, cigano Rogério Ribeiro, recebeu uma gravíssima denúncia de violência contra duas ciganas do município de Itaetê/BA.

Atuação da PM

Não queremos generalizar, porém a atuação da policia Militar da Bahia por alguns policiais, que deveria garantir a segurança pública, tem imposto um estado pânico e medo, afetando as comunidades ciganas, Povos de matriz africana, indígenas e negros.

 “Não aceitaremos, sob nenhuma circunstância, qualquer tipo de violência contra os povos ciganos ou PCTs. O episódio ocorrido na Bahia, no qual policiais militares invadiram a casa de uma mulher cigana e a agrediram, é mais um retrato cruel da perseguição histórica e sistemática contra as famílias ciganas. Este caso não pode, e não vai, cair no esquecimento ou ficar impune” destaca o cigano Rogério Ribeiro.

A violência

A violência institucional contra os ciganos no Brasil não é fato isolado: ela se repete nas abordagens policiais, nas invasões de domicílio, no tratamento desigual diante da lei e na criminalização coletiva que pesa sobre nossas comunidades. “O que aconteceu com estas ciganas é um ataque não apenas contra ela, mas contra todo o povo cigano, que já enfrenta diariamente o preconceito, a marginalização e a negação de direitos fundamentais.” Pontuou o presidente.

Investigação rigorosa

A RBPC exigir uma investigação rigorosa, responsabilização imediata dos envolvidos e que as autoridades competentes tomem medidas concretas para impedir que situações como esta se repitam. A omissão e o silêncio diante da violência contra os Povos Ciganos são cúmplices da injustiça.

Nosso povo já não aceita mais ser tratado como invisível. Não vamos recuar. Não vamos silenciar. Nossa voz ecoa em defesa da dignidade, da justiça e do respeito.
O retrato da violência truculenta da PM de Itaetê


Segundo os policiais eles recebem uma denuncia que os ciganos Oderlan Almeida e Demétrio Almeida estava na casa das vítimas, onde os policiais queriam cumprir os mandados de prisão preventiva, eles são acusados de tentativa de homicídio e estão em lugar incerto.  As acusações são exageradas e não procede e vamos provar na justiça a inocência dos ciganos.

Entenda

Segundo os policiais eles recebem uma denúncia que os ciganos Oderlan Almeida e Demétrio Almeida, são acusados de tentativa de homicídio e estão em lugar incerto, a alegação da PM é que eles estavam na casa das vítimas, segundo os policiais eles queriam cumprir os mandados de prisão preventiva.  As acusações são exageradas e não procede e vamos provar na justiça a inocência dos ciganos.

Encaminhamentos

A RBPC encaminhou a denúncia para a Procuradoria da República e  para a Coordenação do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos – CAODH.

Tipos de Agressões

Socos, chutes e tapas

Agressão verbal.

Um dos policias pegou o celular e jogou no chão.

Jogando spray de pimenta no rosto, olhos e no corpo da cigana Fabriana Almeida não oferecia nenhum perigo.

OBS: Ela procurou a unidade de saúde.

A alegação dos PMS agressores foi por desacato, inclusive fizeram um TCO contra as vítimas.

Dos pedidos

  • Solicitamos também que a delegada Elizanni Carvalho Pedrosa Cavalcante, seja ouvida, porque ela não entregou o BO que a calin  fez e assinou.
  • As vítimas sofreram: Violência física, moral e psicológica.
  • Também pelo fato de serem ciganas foram discriminadas

Exigimos investigação rigorosa, responsabilização imediata dos envolvidos e que as autoridades competentes tomem medidas concretas para impedir que situações como esta não se repitam. A omissão e o silêncio diante da violência contra ciganos e ciganas são cúmplices da ,

RBPC