No ultimo domingo (15/03) por voltas das 16h, no Rua Viviane Crespir, bairro Parque dos Anjos, uma comunidade cigana de Gravataí/RS sofreu abusos da Guarda Municipal de Gravataí (GMG) é vinculada à Secretaria Municipal para Assuntos de Segurança Pública (SMASP).
Principais Competências da Guarda Municipal de Gravataí:
- Proteção Ativa: Zelar pelos bens, serviços, instalações, praças, escolas e patrimônio público do município.
- Segurança Comunitária: Atuar de forma preventiva e comunitária, inibindo infrações e promovendo a paz social.
- Policiamento Preventivo: Executar patrulhamento para prevenir crimes e garantir a integridade física dos cidadãos.
- Ações Integradas: Participar de operações conjuntas de segurança pública.
- Princípios Institucionais: Respeito aos direitos humanos, à cidadania, à legalidade, à hierarquia e disciplina.
- Uso Progressivo da Força: Utilização de técnicas e instrumentos de menor potencial ofensivo, quando necessário, para proteção.

Violência
Tentativa de invasão nas residências sem mandado judicial, abordagem truculentas, uso excessivo de força e violação aos princípios da proporcionalidade e legalidade, disparo de arma, excesso continuando não respeitando o casal de idosos, mulheres e crianças que estavam no local. Relatos de humilhação, espancamento e uso de força desproporcional, são focos de denúncias de violação de direitos humanos.

Feridos
Nas imagens divulgadas pelas vítimas, é possível ver um cigano sendo jogado no chão, outros levaram tiros de borracha nas costas, braço e na coxa,
É inadmissível que a GMG cometa crime contra famílias ciganas de Gravataí, como mostrar as imagens. As cenas comprovam o que a Rede Brasileira dos Povos Ciganos-RBPC vem denunciando há tempos: a escalada da truculência, da violência e da impunidade.
Nota da RBPC / Racismo e truculência da GMG
A violência policial não é esporádica, eventual nem local (tem dimensão nacional), mas tem direção certa. A vítimas da truculência da polícia são, via de Ciganos, negros, pobres e moradores de áreas de baixo acesso a políticas públicas.

O problema então exige como resposta mais do que capacitações, mas uma nova política que seja capaz de zelar pela paz, proteger e promover a segurança para todos os cidadãos e cidadãs com igual deferência, sem discriminações, sem preconceitos. Isso não foi uma ação. Foi uma guerra contra ciganos.
Para o presidente da RBPC e coordenador do Grupo de Combate as Torturas nas Comunidades Ciganas, Calon Rogério Ribeiro “O que aconteceu na comunidade cigana de Gravataí/RS, ultrapassa qualquer limite de humanidade, usando da truculência, usando Spray de pimenta, tiros de borracha nas famílias é a prova de que, para alguns, os povos ciganos ainda não são vistos como gente” destaca.
Vidas que deveriam ser protegidas, não atacadas.
Que tipo de operação usa força contra quem não representa ameaça? Isso não é segurança pública — isso é opressão escancarada.

Sem autorização judicial, o que é uma grave ilegalidade
As vozes do trovão ecoam mais alto agora.
Cada disparo de borracha e cada jato de pimenta lançado não atingiram apenas corpos — atingiram a honra de um povo inteiro. Atingiram mães, irmãs, guerreiras que carregam história, cultura e resistência.
Isso não pode, e não vai, ser normalizado.
Exigimos respostas. Exigimos responsabilização. Exigimos respeito.
Porque hoje foi em uma comunidade cigana. Amanhã pode ser qualquer outra.
E uma coisa é certa: não vamos aceitar calados. Nunca mais.
Rede Brasileira dos Povos Ciganos -RBPC











