A população não pode virar tribunal de rua: A RBPC denúncia alguns moradores que estão incitando à violência contra famílias ciganas

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A Rede Brasileira dos Povos Ciganos-RBPC, através do presidente cigano Rogério Ribeiro, esteve pessoalmente no sitio em Pacatuba, nesta quinta-feira (12/02), onde algumas famílias ciganas estão morando, e relataram que a polícia quebrou o portão.

Nas imediações do sitio tinha uma pequena aglomeração de pessoas, querendo tumultua e incitando a violência, é crime e pode acarretar consequências graves tanto na esfera penal quanto cível.

De acordo com o cigano Rogério Ribeiro “A RBPC vai aciona a justiça através de uma representação criminal deixando explícito o seu desejo de ver a punição dos acusados com relação ao delito praticado. A incitação à violência não é uma “brincadeira” ou “fofoca”, mas uma conduta que viola a paz pública e pode levar a consequências penais severas, inclusive responsabilização direta por mortes resultantes do conflito” destaca o presidente.

Crime

Incitação ao Crime (Art. 286 do Código Penal): Incentivar ou encorajar publicamente alguém a praticar um crime (como agressão ou homicídio) é punível com detenção de três a seis meses ou multa.

Nota da RBPC

Atenção: a situação está passando de todos os limites.
Além dos excessos já denunciados, agora surgem moradores exaltados querendo fazer “justiça com as próprias mãos”, tentando invadir casas de famílias ciganas. Isso é gravíssimo.Incitar violência é crime.
Tentar entrar em residência alheia é crime.
Ameaçar famílias é crime.
Não existe autorização popular para violar domicílio. Nem multidão, nem boatos, nem preconceito substituem a lei. Quem se junta para atacar ou intimidar moradores não está ajudando a Justiça — está cometendo delito.

Se existe investigação, ela é responsabilidade do Estado e do Judiciário. A população não pode virar tribunal de rua, muito menos transformar crianças, mulheres e idosos em alvo de revolta coletiva.
Isso pode terminar em tragédia.

Os povos ciganos não podem ser transformados em bode expiatório. Generalizar culpa e estimular invasões só alimenta o ódio e coloca vidas em risco. Conflito não resolve crime, só cria mais vítimas.
Pedimos serenidade e responsabilidade.
Qualquer denúncia deve ser levada às autoridades competentes, nunca executada por grupos exaltados.
Justiça não é vingança.
Lei não é grito de multidão.
E segurança pública não se faz com linchamento moral ou físico.
Que cada um responda individualmente pelos seus atos, mas que nenhuma família seja atacada por sua origem.
Violência não pode ser resposta — nem do Estado, nem da população

Autor: Da redação com ascom