Morte do Cão Orelha: A RBPC divulga nota de pesar, repúdio e pedido de justiça

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O episódio comoveu o país provocando dor e reflexões sobre o comportamento humano.

A Rede Brasileira dos Povos Ciganos do Brasil -RBPC, manifesta, além do pesar, sua profunda covardia moral e indignação diante da cruel e brutal morte do cachorro comunitário Orelha, em Praia Brava, Florianópolis, quatro adolescentes espancaram até a morte, um ato de violência que ultrapassa qualquer limite de humanidade, respeito à vida e convivência social.

A Polícia Civil identificou quatro adolescentes como suspeitos de praticar os maus-tratos que levaram à morte do cão. Dois deles estão em Florianópolis e foram alvos de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (26/01). Os outros dois estão nos Estados Unidos, em viagem previamente programada, segundo a corporação.

Para o presidente da RBPC, Coordenador do Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais do Ceará e Coordenador do Grupo de Combate a Violência nas Comunidades Ciganas, o cigano Rogério Ribeiro “Esse crime não é apenas um ataque a um animal indefeso, mas um retrato alarmante da falência de valores básicos, refletindo também o péssimo exemplo transmitido dentro de casa. Quando pais ou responsáveis normalizam a violência, o desprezo pela vida e a ausência de empatia, criam-se gerações incapazes de reconhecer limites, dignidade e responsabilidade. A educação começa no lar, e o silêncio ou a conivência diante da crueldade também matam.” Destaca

A RBPC reforça que violência não é cultura, não é brincadeira e não é aceitável. Quem ensina ódio, colhe barbárie. Quem educa sem valores, entrega à sociedade indivíduos sem freios morais. O que aconteceu com Orelha é um alerta duro sobre que tipo de exemplo está sendo dado às crianças e jovens de hoje.

Exigimos apuração rigorosa, responsabilização dos envolvidos e que esse caso não seja tratado como algo menor. A vida — humana ou animal — merece respeito. Crueldade não pode ser normalizada, nem herdada como legado familiar.

A violência praticada contra o Cão Orelha configura maus-tratos, crime previsto na legislação brasileira, e não pode ser tratada com indiferença ou impunidade que alimenta novos atos de violência — contra animais e contra a própria sociedade. A justiça não pode ser cega para essas ações.

A RBPC se solidariza com todos que sentem essa perda e reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade e da justiça.

RBPC/Fortaleza, em 28 de janeiro de 2026