Falta d’água: A EMBASA não cumpriu o que ela própria anunciou.

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De acordo com a Rede Brasileira dos Povos Ciganos-RBPC, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA) divulgou dois comunicados oficiais consecutivos informando a interrupção do abastecimento de água no município de Paripiranga e em povoados de Fátima e Adustina, alegando manutenção e reparos na adutora.

Solidariedade 

O coordenador  da RBPC/Adustina, cigano Francisco vem fornecendo água de sua casa para as famílias ciganas beber.

sede também mata.
Sede também adoece.
Sede também é violência.
E toda violência tem responsável.
O nome é claro, público e registrado:
EMBASA .

No comunicado do dia 21/01/2026, a EMBASA afirmou que o fornecimento seria retomado gradativamente ainda no mesmo dia, com normalização em até 12 horas.

No dia seguinte, 22/01/2026, a empresa volta a repetir o mesmo discurso: nova interrupção, nova promessa, agora com normalização em até 8 horas.
Promessa atrás de promessa.

Prazo atrás de prazo.
E a água? NÃO CHEGOU.

A EMBASA não cumpriu o que ela própria anunciou. Não houve normalização, não houve respeito, não houve sequer a dignidade mínima de dizer a verdade à população.

O presidente da RBPC, Coordenador do Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais do Ceará e Coordenador do Grupo de Combate as Torturas nas Comunidades Ciganas, o cigano Rogério Ribeiro “Enquanto a empresa divulga cards bonitos e textos padronizados, famílias inteiras seguem sem água, especialmente comunidades ciganas, historicamente marginalizadas, que mais uma vez são tratadas como invisíveis. Crianças, idosos, mulheres e homens passando sede, cozinhando sem água, vivendo sem o básico — e a EMBASA age como se fosse normal” destaca.

 

RBPC notifica a EMBASA

A falta de resposta aos ofícios e solicitações via zap parece que são normais, comum contra a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), com registros de indiferença a demandas municipais, desabastecimento recorrente e descumprimento de prazos.

Prefeitura de Adustina contrapõe a EMBASA

Recentemente falamos via zap com o gerente regional da Embasa, João Carlos Almeida e com o próprio superintendente, Euvaldo Neto, e através dos ofícios: 0090/2025, 0091/2025, 0010/2026 e via zap.

Água não é favor.
Água não é luxo.
Água é direito humano.

Aumento de Reclamações: A Embasa acumulou mais de 40 reclamações no Procon apenas no início de 2025, indicando que as queixas quase dobraram nos últimos cinco anos.

Interrupções no Abastecimento: Grandes operações de manutenção em sistemas como a barragem de Pedra do Cavalo causaram interrupções em Salvador e em 12 municípios da região metropolitana em agosto de 2025. Relatos de suspensão no abastecimento continuam ocorrendo em janeiro de 2026.

Para o presidente da RBPC “O que está acontecendo não é falha técnica isolada. É descaso estrutural, é irresponsabilidade, é desrespeito institucionalizado. A EMBASA recomenda “uso moderado” da água em reservatórios que já estão vazios. Isso não é orientação: é deboche” dispara, o cigano Rogério Ribeiro.

A pergunta é simples e direta: até quando a EMBASA vai mentir para a população?

Até quando comunidades ciganas vão ser tratadas como se não existissem?
Quem controla a água controla a vida — e a EMBASA está falhando miseravelmente nessa responsabilidade. Não se trata apenas de manutenção de adutora. Trata-se de negligência, de abandono e de violação de direitos básicos.

Chega de notas frias.
Chega de prazos falsos.
Chega de empurrar a sede para debaixo do tapete.
A sede também é uma forma de violência.

E os povos ciganos está cansado de ser o último da fila — quando não é simplesmente ignorado.

Autor/ RBPC