A Rede Brasileira dos Povos Ciganos-RBPC, vem a público manifestar VEEMENTE REPÚDIO e indignação aos vereadores presente na sessão da Câmara de Vereadores de Jequié, que aprovaram o repasse de R$ 21.500 (vinte e um mil e quinhentos reais) anual insuficiente destinado à Associação de Mulheres de Jequié, uma instituição que é referência histórica e social no atendimento a mulheres vítimas de violência, nosso repúdio e indignação se entende ao prefeito municipal de Jequié.
Trata-se de uma entidade que salva vidas, acolhe mulheres em situação extrema de vulnerabilidade e constrói, diariamente, caminhos de dignidade, proteção e reconstrução. Seu trabalho vai muito além de números frios em planilhas: impacta realidades, rompe ciclos de violência e garante direitos básicos que o Estado insiste em negligenciar.
Para o presidente da RBPC, coordenador do Fórum das Comunidade e Povos Tradicionais do Ceará e Coordenador do Grupo de Combate as Torturas nas Comunidades ciganas, o cigano Rogério Ribeiro “É inaceitável que uma associação com tamanha relevância social receba um repasse que não cobre sequer as necessidades mínimas para a continuidade dos serviços prestados. Mais grave ainda é saber que, entre as mulheres atendidas, estão mulheres ciganas, historicamente marginalizadas, invisibilizadas e duplamente violentadas: pela violência doméstica e pela omissão do poder público. Conhecemos o abrigo e também a coordenadora Elma Brito, uma pessoa muito dedicada, onde temos muito apreço e consideração” disse.

O discurso institucional de combate à violência contra a mulher não se sustenta sem investimento real. Repasse insuficiente é, na prática, violência institucional, é abandono, é cumplicidade com o sofrimento de quem já teve todos os direitos violados.
Não se combate à violência contra a mulher com discursos vazios, nem com repasses simbólicos. Ou se investe com seriedade, ou se assume publicamente a responsabilidade pelo colapso do atendimento e pelas consequências que dele decorrem.
Exigimos:
- Revisão imediata do valor do repasse anual, compatível com a dimensão e a relevância do trabalho desenvolvido pela Casa das Mulheres de Jequié;
- Respeito às instituições que atuam na linha de frente, onde o Estado não chega;
- Compromisso real com a vida das mulheres, sem distinção de etnia, origem ou condição social.
- Cancelamento da aprovação de subvenções com recursos insuficientes;
- Audiência Pública para trata dos repasses para as Instituições
A Associação de Mulheres de Jequié não pode sobreviver de migalhas. Quem luta diariamente para proteger mulheres não pode ser tratado com tanto descaso.
Silenciar diante dessa injustiça é compactuar com ela.
A RBPC E não se calará diante dessa injustiça.
Repúdio público registrado











