A Rede Brasileira dos Povos Ciganos (RBPC), representada por seu presidente Rogério Ribeiro Calon, marcou presença no V Seminário Internacional de Educação em Africanidades e Afrodescendências, realizado entre os dias 08 e 12 de setembro de 2025, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em formato híbrido.
O evento também integrou o III Seminário da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, consolidando-se como um dos maiores espaços de diálogo, reflexão e fortalecimento da luta antirracista e de valorização das identidades afrodescendentes no Brasil e no mundo.

O Presidente da RBPC, Cigano Rogério Ribeiro “Compreende que a luta contra o racismo e todas as formas de opressão não pode ser fragmentada. Povos negros, indígenas, quilombolas, povos de terreiros, marisqueiras e ciganos compartilham histórias de exclusão, preconceito e resistência” destaca o presidente.
Por isso, a presença da RBPC no Seminário não é apenas simbólica, mas estratégica, pois reforça a necessidade de construir pontes entre diferentes povos historicamente marginalizados, potencializando vozes e experiências que têm sido sistematicamente silenciadas.
O V Seminário trouxe à tona discussões fundamentais para o nosso tempo, abordando temas como a educação antirracista, a valorização da ancestralidade africana, a resistência quilombola, as intersecções de gênero, sexualidade e raça, além de reflexões sobre as artes, a cultura e a mídia na representação das identidades negras.
Nesse espaço, o cigano Rogério Ribeiro somou sua contribuição com apresentação da palestra “Visibilidade Cigana-História, Memorias e Identidade” ao reafirmar a importância de uma educação que contemple também a memória e a história dos povos ciganos, que, assim como os afrodescendentes, foram alvo de perseguições, estigmas e tentativas de apagamento cultural.

Ao participar do seminário, a RBPC reforçou que não há hierarquia entre dores ou lutas: há aliança e solidariedade, entende que, ao lado das vozes negras e quilombolas, os povos ciganos podem fortalecer a construção de uma narrativa plural, capaz de enfrentar o racismo estrutural e o preconceito em todas as suas formas.
O diálogo
O diálogo intercultural promovido nesse encontro abre caminhos para a formulação de políticas públicas mais inclusivas e para a consolidação de práticas pedagógicas que respeitem a diversidade e combatam as desigualdades.
A presença
Assim, a presença da RBPC no V Seminário Internacional de Educação em Africanidades e Afrodescendências representou um passo importante na construção de quilombos contemporâneos de resistência, onde negros, ciganos, indígenas e todos os PCts excluídos se unem em defesa de seus direitos, de sua cultura e de sua dignidade. Mais do que participar, a RBPC reafirmou seu compromisso de seguir lado a lado com os movimentos sociais que constroem, com coragem e sabedoria, um Brasil mais justo, plural e verdadeiramente democrático.
Parabéns

O presidente da RBPC, agradece o convite, “Parabéns para a professora Flavia Clemente e toda sua a equipe pela excelente organização do evento pela dedicação e sucesso na organização impecável e conteúdo rico” destaca o cigano Rogério Ribeiro.
Autor: Ascom; RBPC/Fotos Divulgação











