DIAPEMA firma parceria com Agapão para atender dependentes químicos

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O Tribunal de Justiça de Roraima, por meio da Divisão Interprofissional de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (DIAPEMA), firmou  parceria com a Associação Beneficente Agapão (ABA). O acordo já garantiu o encaminhamento de dois beneficiários da DIAPEMA para o centro de apoio Agapão, localizado no bairro Jóquei Clube. A parceria garante que dependentes químicos, já em tratamento, sejam encaminhados das comunidades terapêuticas para o centro, onde eles restabelecem um contato com a sociedade, por meio de cursos de capacitação, até que estejam aptos para serem reinseridos ao convívio social.  A DIAPEMA, que já tem parceria com outras instituições de pessoas jurídicas, trabalha com sistema de divisão equitativa entre as associações parceiras, fazendo o rateamento dos valores pagos nas multas oriundas de condenações judiciais. Em troca, as unidades parceiras prestam atendimento para os cumpridores de penas e medidas alternativas.
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A unidade é responsável por coordenar a execução das penas e medidas alternativas no estado, a DIAPEMA usa das suas parcerias para reeducar os dependentes químicos que chegam à divisão para prestarem serviços. Primeiramente eles passam por uma avaliação ambulatorial, possível por meio da parceria feita com sistema de saúde municipal e estadual, para receberem todos os tipos de tratamentos necessários para a desintoxicação.
Após a avaliação, os dependentes químicos são encaminhados para inclusão nos grupos de mútua ajuda, como Alcoólicos Anônimos (AA), Narcóticos Anônimos (NA), ou para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS – AD). Se houver necessidade, são internados na comunidade terapêutica, conhecida como Fazenda da Esperança, pelo período de até um ano, de acordo com o grau de dependência. Ao saírem, são finalmente encaminhados para serem reinseridos na sociedade.
Segundo Shirlene Fraxe, coordenadora da DIAPEMA, a luta diária se faz necessária já que os problemas estruturais impossibilitam o aperfeiçoamento do trabalho. “Apesar das dificuldades, no mês me março deste ano, um primeiro cumpridor chegará ao fim deste caminho e com pretensão de ajudar pessoas que, assim como ele, precisam de ajuda. A dependência química não escolhe classe, raça ou posição social, ela bate na porta de qualquer um e nós precisamos olhar diferente para essas pessoas, porque elas são doentes”, comenta Shirlene.
A equipe da DIAPEMA é formada por quatro técnicos, dois pedagogos, uma assistente social, um psicólogo e quatro agentes de acompanhamento, para atender um público de 1.800 prestadores de serviço

 

Da redação/Ascom TJ/Foto:Rogério Ribeiro