UERR recebe ‘Mostra Cinema pela Verdade’ no interior de Roraima

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A UERR recebe novas sessões da Mostra Cinema pela Verdade a partir de quinta-feira, dia 08 de agosto, às 15h, no auditório o campus Alto Alegre– UERR. Na ocasião será exibido o Infância Clandestina, dirigido por Benjamín Ávila, representante argentino ao Oscar 2013, categoria melhor filme estrangeiro. A próxima exibição acontecerá dia 12 de agosto, com o filme Marighella, de Isa Grinspum Ferraz; as 19h no auditório do campus Caracaraí. A exibição é seguida de debate com historiadores.

A mostra teve início em Boa Vista dia 23 de maio, com a exibição do filme Infância Clandestina, sobre a ditadura Argentina. Em sua segunda edição, a Mostra Cinema pela Verdade foi criada com o objetivo de promover exibições de filmes seguidas de debates sobre o período da Ditadura Civil-Militar e seus desdobramentos, bem como a relação com as ditaduras contemporâneas do Cone Sul. Ela acontece simultaneamente em universidades dos 27 estados da federação entre os meses de maio e agosto. Cada estado do país terá pelo menos oito sessões de filmes, totalizando mais de 200 exibições.

Realizada pelo Instituto Cultura em Movimento (ICEM), em parceria com o Ministério da Justiça, a Mostra Cinema pela Verdade foi contemplada pelo edital “Marcas da Memória”, da Comissão de Anistia, que visa à promoção de eventos e projetos com foco neste período marcante da história brasileira.

O ponto de partida foi um encontro, durante a primeira semana de maio, no Rio de Janeiro, entre os “agentes mobilizadores” – 27 universitários de diferentes áreas, que foram capacitados para serem os produtores locais em suas respectivas cidades. Em Boa Vista, a agente mobilizadora é a estudante de História da UFRR, Cleide Sousa, de 22 anos.

Este ano, foram selecionados para a mostra dois documentários sobre a ditadura no Brasil e dois filmes de ficção sobre o período da ditadura na Argentina e no Chile. Entre as produções brasileiras estão Eu Me Lembro, de Luiz Fernando Lobo, e Marighella, de Isa Grinspum Ferraz. Já a ficção Infância Clandestina, de Benjamín Ávila, é uma coprodução Brasil-Argentina, e No, de Pablo Larraín, faz um recorte sobre a ditadura chilena.

 

Filmes selecionados:

Infância Clandestina, de Benjamín Ávila: representante argentino ao Oscar 2013, categoria melhor filme estrangeiro. Argentina, 1979. Juan, assim como seus pais e seu tio leva uma vida clandestina. Fora do berço familiar ele precisa manter as aparências pelo bem da família, que luta contra a ditadura militar que governa o país.

Data: 08 de agosto

Horário: 15h

Local/Universidade: Auditório do campus Alto Alegre – UERR

Debatedores: Dr. Jaci Guilherme Vieira e Esp. Orlando de lira Carneiro.

 

Marighella, de Isa Grinspum Ferraz, ganhador do Prêmio de melhor longa-metragem da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul em 2012. Carlos Marighella foi o maior inimigo da ditadura militar no Brasil. Este líder comunista e parlamentar foi preso e torturado, e tornou-se famoso por ter redigido o Manual do Guerrilheiro Urbano.

Data: 12 de agosto

Horário: 19h

Local/Universidade: Auditório do campus Caracaraí – UERR

Debatedores: Dr. Jaci Guilherme Vieira e Robert Dagon da Silva.