SP tem ato em homenagem a Marielle um mês após vereadora do Rio ser morta

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Ela foi executada junto com o motorista Anderson Gomes, com 13 tiros no Centro do Rio. Crime completa um mês neste sábado e continua sem respostas.

Manifestantes fizeram novo ato neste sábado na Avenida Paulista, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em homenagem à vereadora do Rio Marielle Franco, morta em 14 de março junto com o motorista Anderson Gomes. Os dois foram assassinados dentro do carro, com 13 tiros, no bairro do Estácio, no Centro do Rio.

A manifestação deste sábado em São Paulo se soma a outros protestos em várias cidades no dia em que se completa um mês da morte dos dois. O crime continua sem respostas.

Na Avenida Paulista, manifestantes levaram cartazes com frases como “Vidas negram importam”, “Basta” e “Marielle vive”. Também foi reproduzida a frase ” Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe”, atribuída a Marielle dias antes de sua morte.

No fim da tarde, o grupo que estava concentrado no vão livre do Masp seguiu em caminhada pela Avenida Paulista, que ficou totalmente bloqueada no sentido Consolação.

Busca por sinais de celulares

Desde que o crime ocorreu, a Polícia Civil e o Ministério Público tentam rastrear o sinal dos celulares usados ao longo do trajeto feito pelo carro da vereadora, um Agile Branco. As informações coletadas são das 26 antenas de celulares do percurso entre os dois eventos dos quais Marielle participou na noite do assassinato.

Nesta semana, a Polícia Civil, com a ajuda de policiais federais, encontrou partes de digitais em cápsulas usadas no crime. Agora elas estão sendo comparadas com as digitais de dois homens mortos esta semana: o PM reformado Anderson Claudio da Silva e o líder comunitário Carlos Alexandre Pereira, que trabalhava como colaborador do vereador Marcello Siciliano, do PHS.

Os investigadores dizem que, por enquanto, os dois mortos não são considerados suspeitos.

Investigadores também apuram as ligações entre o crime e as críticas de Marielle ao trabalho do 41º BPM (Acari) em um evento do qual ela participou dias antes de morrer. A polícia investiga possíveis desavenças de Marielle com indiciados na CPI das Milícias, em 2008. A possibilidade de a execução da vereadora estar envolvida com seu trabalho na política não está descartada.

 

Autor: Da redação com G1 SP, São Paulo Foto: Dario Oliveira/Estadão Conteúdo/ Reprodução/TV Globo