Seguimos firmes e fortes na luta por nosso Coletivo

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 O III Ijexá Pela Democracia: Povos e Comunidades Tradicionais Resistem em seus Territórios por Justiça e Democracia.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar. (Nelson Mandela)

Invadir terreiros de umbanda e candomblé, que, além de locais sagrados de culto, são também guardiães da memória de povos arrancados da África e escravizados no Brasil; desrespeitar a espiritualidade dos povos indígenas, ou tentar impor a eles a visão de que sua religião é falsa; agredir os ciganos devido à sua etnia ou crença, mesmo motivo que os levou ao quase extermínio na Europa, durante a Segunda Guerra Mundial: tudo isto é intolerância, é discriminação contra religiões. É o contrário do que pretende o Programa Nacional dos Direitos Humanos.

A mãe Valéria de Logum abriu o III Ijexá Pela Democracia, pregando a união entre os Povos e Comunidades Tradicionais, “Estamos atentas e atentos as forças poderosas que vão ser resistência para a nossa gente” disse mãe Valéria.

O filho de mãe Valéria, George Carvalho e Francisco Nonato também demonstraram preocupação, “Resistem em seus Territórios por Justiça e Democracia é parte da aliança histórica de gente que tem nas mãos a via necessária para enfrentar todas as formas de opressão, nossos saberes vêm de longe” afirmaram.

Seguimos firmes e fortes.

O presidente do Instituto Cigano do Brasil/ICB, o cigano calon, Rogério Ribeiro, participou da roda de conversa do “III Ijexá Pela Democracia” Povos e Comunidades Tradicionais, onde agradeceu a Mãe Valéria de Logum, seus filhos e filhas, além dos Povos e Comunidades Tradicionais que participam do evento, “Quanto a nós ciganos sabemos que nosso luta irá continuar…ela nunca parou, a efetivação dos direitos fundamentais e sociais dos povos e comunidades tradicionais são primordiais” disse o cigano que acrescentou, “Temos que combate aos preconceitos fundados no racismo e promoção de abordagens específicas para as diferenças de situação cultural, econômica, de gênero, de etnia, de idade, de religiosidade, de ancestralidade, de orientação sexual e de atividades laborais, em todas as suas manifestações, buscando-se eliminar quaisquer relações discriminatórias decorrentes de desigualdades histórico-sociais” destacou.

Presença:

Cacique Antônio Povo Anacê, Nazinha Pitaguary, articuladora das mulheres indígenas no Ceará-AMICE, Geyse Anne, coletivo ENEGRECER, Cristina Capuan, Comunidade Quilombola, cigano calon Rogério Ribeiro, presidente do Instituto Cigano do Brasil-ICB, Cobra Mansa, capoeirista e do Kilombo Tenonde, Diana Maia, do centro de defesa e promoção dos direitos humanos da Arq. Fortaleza-CDPDH e Roniele Silva, Comunidade Pesqueira de Sabiaguada, além de muita energia boa.

Autor: José de Paulo/Fotos: Ilexá.