Retrospectiva: Quilombolas do Tocantins cobram solução para falta d’água

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Nossos quilombolas estão na luta pela implantação das políticas públicas do governo federal nas comunidades. Cadê os poços artesianos que é o mínimo que devem propiciar aos quilombos? Estamos atentos querem pegar carona nos programas do governo federal e ser o “pai” da criança.

Representantes das comunidades quilombolas Lajinha e do São Joaquim estiveram no gabinete do Coordenador Regional da Fundação Nacional da saúde no Tocantins, João dos Reis Ribeiro Barros para expor as dificuldades no que se refere à escassez de água, e com relação aos poços artesianos nas comunidades. No período seco, o problema agrava a qualidade de vida e saúde das comunidades.

Os representantes afirmam que faltam comunicação e interesse dos órgãos competentes em resolver a causa. Além disso, apresentaram ofícios e relatórios para o INCRA, a Funasa e secretaria estadual de cidadania e justiça, pedindo a instalação de poços artesianos. “Nós queremos o esclarecimento, pois divulgam que vão construir, já foram feitos estudos com locais determinados e até agora nada. Não tem nada concreto”, explicou o líder Rogério Ribeiro.

Na reunião, o coordenador explicou o procedimento necessário para o repasse de recursos para realização de ações de saneamento nas comunidades, ficando agendado para o dia 15 ou 16 de abril uma reunião entre os órgãos competentes para discutir a questão e para maiores esclarecimentos sobre como proceder para obtenção dos benefícios.

À frente da causa estão o líder da Comunidade Quilombola da Lajinha ,  José Nogueira  e o Presidente da Associação da Terceira Idade Vida Nova de Porto Alegre do Tocantins, Rogério Ribeiro onde os idosos das duas comunidades são associados.

Outra cobrança das entidades é o reconhecimento da comunidade junto à Fundação Palmares, já que os moradores moram no local há muitos anos.

Vamos sair de trás das mesas confortáveis e fazer o dever de casa?

Palmas-To, em 13 de abril de 2009.