Resolução quilombola em Caucaia é apresentada em audiência pública

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A Secretaria Municipal de Educação (SME) sediou nesta segunda-feira (27/11) audiência pública de apresentação da resolução municipal que regulamenta a educação quilombola em Caucaia.

Para elaborar e implementar a matéria, uma comissão composta de sete representantes das comunidades quilombolas foi formada e reuniu-se 14 vezes desde março. Em 14 páginas, a resolução foi apresentada para avaliação do público presente à audiência.

Existe em Caucaia uma grande demanda de educação especializada quilombola, já que o município possui dez comunidades, sendo oito certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Secretária municipal de Educação, a professora Lindomar Soares afirma que a Prefeitura tem realizado um grande trabalho para dar vez e voz às minorias.

“Voltar o olhar da administração para o resgate da cidadania do povo de Caucaia é uma realidade nesta gestão. O município é um símbolo de miscigenação cultural e étnica. Na Educação, há uma preocupação com o respeito à pluralidade de forma pacífica, ordeira e respeitável”, disse.

Para os quilombolas, a resolução é uma grande conquista. Segundo a supervisora de inclusão étnico racial e territorial da SME, Cláudia de Oliveira da Silva, a Cláudia Quilombola, Caucaia tem se destacado no ensino dessas comunidades. “O importante é que, com a resolução, embasada e com fundamentação, a política e todas as conquistas vão sobreviver à passagem dos governos.”

Cláudia lembra que a resolução de Caucaia tem como base uma resolução nacional datada de 2012. “Fala sobre os projetos políticos e pedagógicos, os princípios da educação quilombola, o que é uma escola quilombola, o que um quilombo… Isso tudo foi colocado dentro da realidade do município”, revelou.

A resolução de Caucaia destaca as prioridades sobre como realizar a formação prévia dos professores, acompanhamento, reformação do projeto politico e pedagógico, sempre no intuito de valorizar a ancestralidade, as tradições, os costumes, a cultura e a religiosidade do povo quilombola.

Autor: Da redação com Ascom/Foto: Rogério Ribeiro/Divulgação