Projeto Vidas Preservadas monitora ações articuladas de prevenção do suicídio

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O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através do promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAOPIJ) Hugo Mendonça, promove, em parceria com a presidência da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (APRECE), a 1ª Etapa de Monitoramento das ações articuladas de prevenção do suicídio nos municípios. Os técnicos dos municípios que participaram do projeto em 2018 apresentarão a prestação de contas das ações para as quais foram capacitados. O seminário de discussão sobre a implementação e o monitoramento das ações articuladas de prevenção ao suicídio será no dia 20, das 9h às 13h, no auditório da APRECE, na rua Maria Tomásia, 230, Aldeota – Fortaleza.

O projeto “Vidas Preservadas: o Ministério Público e a sociedade pela prevenção do suicídio” reúne, além do CAOPIJ e do CAOCidadania, os Centros de Apoio do MP nas áreas do Crime (Caocrim) e Meio Ambiente (Caomace), com o apoio da Escola Superior do Ministério Público (ESMP), a fim de traçar estratégias de prevenção por meio de uma abordagem intersetorial do suicídio. A iniciativa traz duas premissas: é necessário falar sobre o tema e o Ceará precisa adotar políticas públicas preventivas.

Foram convidados a participar do seminário de discussão os representantes dos municípios: Acaraú, Acopiara, Apuiarés, Aquiraz, Aracati, Aracoiaba, Aratuba, Barbalha, Barreira, Barro, Barroquinha, Beberibe, Camocim, Canindé, Carnaubal, Cascavel, Caucaia, Chaval, Choro, Crateús, Crato, Cruz, Farias Brito, Fortim, Guaiuba, Hidrolândia, Horizonte, Iguatu, Itaiçaba, Itaitinga, Jaguaribe, Jardim, Maranguape, Meruoca, Mucambo, Nova Russas, Pacoti, Porteiras, Quixeré, Russas, Santana do Acaraú, São Benedito, São Gonçalo do Amarante, Senador Pompeu, Solonópole, Tauá, Tianguá e Várzea Alegre. Eles compuseram o primeiro grupo do Plano Municipal do Projeto “Vidas Preservadas”, no ano de 2018.

A abertura do evento contará com representantes do Ministério Público e Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE). Depois haverá a apresentação da metodologia de trabalho (baseada na Metodologia do Café Mundial), programação e regras. Durante a primeira Rodada do Café serão debatidos os seguintes aspectos: a comissão de execução e acompanhamento de casos envolvendo suicídio; o fluxo de atendimento para casos envolvendo suicídio; o relato de um caso atendido e como aconteceu de fato; o acompanhamento dos indivíduos e seus familiares; a equipe de acompanhamento e os instrumentais de atendimento; e as equipes multidisciplinares do NASF e CAPS – estudo e acompanhamento. A segunda Rodada do Café é voltada à reflexão e à apresentação de propostas sobre o que o município ainda pode fazer até 2020 e no que pode inovar, incluindo múltiplas fases de contribuição para as propostas.

De acordo com o coordenador do CAOPIJ, Hugo Mendonça, a iniciativa tem o objetivo de promover uma abordagem intersetorial da temática e traçar estratégias de atuação do Ministério Público pela prevenção do suicídio, com a colaboração de diversos órgãos e entidades parceiros. “O projeto traz duas afirmações fortes: nós precisamos falar sobre o suicídio e de políticas públicas efetivas de prevenção ao suicídio. Estas são nossas bandeiras porque os números desta prática vem crescendo e hoje estão alarmantes. Em 2009, o Ceará era o nono estado em número de suicídio e, hoje, ele está em quinto lugar”, declarou.

O suicídio é reconhecido como um grave problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo definido como um ato deliberado e intencional de causar a morte a si mesmo. Segundo Mendonça, Fortaleza era a quarta capital e, hoje, é a terceira. Em 2012, havia 30 suicídios por dia no Brasil e, para cada suicídio, estima-se que há dez tentativas não consumadas.

Para cada suicídio consumado, existem de seis a oito pessoas próximas impactadas e cerca de 60 pessoas indiretamente afetadas emocionalmente. No mundo, são registrados mais de um milhão de suicídios por ano. Portanto, Mendonça observa que o MPCE não pode se furtar de assumir o seu papel de defensor do direito à vida e de adentrar no movimento de fomento de políticas de prevenção do suicídio.

Também estão envolvidos no Projeto: Instituto Bia Dote; Instituto Dimicuida; Centro de Apoio ao Sujeito no Luto (Casulu); Programa de Apoio à Vida (Pravida), Liga Acadêmica de Cuidado Espiritual em Saúde e Laboratório de Relações Interpessoais (L’Abri), todos da UFC; psicólogas e professoras Alessandra Xavier e Andréa Luz, da UECE; Instituto Vandick Ponte; Rede Cuca; Liga Cearense de Enfermagem Forense da Fametro; professora Ana Márcia Diógenes (Uni7); Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará; deputado Renato Roseno; Corpo de Bombeiros Militar do Ceará; Secretarias Estaduais de Saúde e de Educação.

Autor; Da redação com ascom/Foto: divulgação.