Ocupantes de áreas públicas fazem ato por direito a moradia e cancelamento de reintegração de posse

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“Os manifestantes pediam o cancelamento das reintegrações de posse e a participação dos manifestantes nas decisões referentes à ocupação”

A concentração do protesto foi na Praça da CEF, organizado pelos ocupantes, para pedir moradias e protestar contra a reintegração de posse determinada pela Justiça. Os ocupantes usava um carro de som para informar a população à realidade de cada ocupação que segundo os ocupantes estão vivendo em situação precária e desumana. Depois das palavras de ordem as famílias promoveram uma caminhada pelas ruas com destino a Câmara.

caminhada 1

De acordo com a ocupante, Cristiane Souza, que as ocupações “não é ferramenta de jogo político” e sim um retrato da insatisfação e revolta por ver prédios abandonado e dinheiro público indo para o ralo, enquanto famílias de baixa renda vivem subjugadas pelos altos valores de aluguel na Capital e sem geração de emprego e renda, e a especulação imobiliária que é forte em Iguatu.

A falta de moradias e a precariedade das condições de habitação de grande parte da população pobre de Iguatu sempre foi um problema social grave, e tem piorado nos últimos anos.

desumana

Em menos de dois meses, seis ocupações orquestrada em áreas públicas foram ocupadas, a primeira foi no bairro João Paulo II, onde 176 famílias ocupam uma área destinada a uma guarda poliesportiva, que segundo os ocupantes o local há dois anos esta abandonado, no local apenas um muro. Em seguida, o bairro Areias 150 famílias estão numa área pública da prefeitura destinada a uma academia de saúde, porém tem o mesmo quadro ‘inacabado’, no mesmo ritmo as dos bairros Filadélfia com 300 famílias e Altiplano com a mesma quantidade, Vila Neuma com 450 famílias numa área atrás da academia de saúde e do posto de saúde do mesmo jeito chapadinha 40 famílias, numa área ociosa atrás do posto de saúde inacabado.

Prefeitura anuncia doação de terreno para duas ocupações

 terreno

Na manhã desta quinta feira (24/09), o prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara (PRB), apresentou uma planta de uma área que será destina as famílias do João Paulo II e do bairro Areias. Na oportunidade a comissão concordou com o local, porém os vereadores de oposição querem saber como esta sendo negociada a permuta e que solicitou que a prefeitura assuma o compromisso de coloca água e energia no local. O prefeito também lembrou que a parte burocrática tem um pequeno problema mais o proprietário esta resolvendo.

O encontro aconteceu na casa dos irmãos Marista com a presença do bispo, Dom Edson Castro Homen, do padre Anastácio Ferreira, do Irmão, marista, Edvaldo, vereadores de situação e oposição.

A questão habitacional de Iguatu não será resolvida com repressão policial, e nem com intransigência, desqualificação e medidas paliativas.

 Quadro desesperador

Em resposta a esse quadro desesperador, sobretudo nos últimos dois meses seis áreas públicas com equipamentos inacabadas foram ocupadas. É uma população que não tem onde morar e que estão acampados.

Com cartazes, apitos e palavras de ordem, centenas de ocupantes percorreram as principais ruas de Iguatu com destino a Câmara Municipal de Iguatu-CMI, onde participaram da audiência pública para discutir as questões das ocupações, da reintegração de posse e do déficit habitacional da cidade.

Apoio

ong apoia

ONG “Adota Iguatu” envolvida no resgate desses animais. (gato e cachorro), e repudiando o massacre que aconteceu com os animais domésticos de Iguatu, totalizando 1.328, entre os meses de janeiro a junho deste ano, sendo 451 gatos e 877 cães, que foram eutanasiados pelo Centro de Controle de Zoonoses de Iguatu. Apoiaram o ato e nos cartazes demonstraram a sua indignação.

Autor/Fotos: Rogério Ribeiro