MPCE deflagra operação na CPPL VII para coibir a prática de crimes nas penitenciárias

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O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Núcleo de Investigação Criminal (NUINC) e das Promotorias de Justiça de Execução Penal e Corregedoria de Presídios, deflagrou, nesta terça-feira (25/09), a operação “Ligações Clandestinas” na Unidade Penitenciária Professor Sobreira de Amorim (CPPL VII), em Itaitinga, com o objetivo de combater a continuidade de práticas ilícitas dentro das cadeias, em especial, por facções criminosas. A inspeção extraordinária revistou todas as celas e alas e foram encontrados diversos documentos que diriam respeito à contabilidade de facções e relacionados aos crimes de tráfico de drogas e estelionato. Também foram apreendidos 20 smartphones, 12 celulares e drogas.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado do Ceará, através do Batalhão de Choque, e da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), através do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), do Núcleo de Segurança e Disciplina (Nused), da Coordenadoria de Inteligência (Coint) e de agentes penitenciários da unidade. O nome da operação faz referência às ligações do interior do presídio, que estão relacionadas com as ações ilícitas de facções criminosas.

No dia 20 de setembro, uma operação semelhante aconteceu na Cadeia Pública de Icapuí. Além disso, o MPCE recomendou à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) que determine aos diretores de unidades prisionais a realização de vistorias extraordinárias para retirar materiais ilícitos das vivências e selas dos presídios, como celulares, drogas, armas, dentre outros. Os promotores de Justiça argumentam que a ação é necessária, principalmente, para dificultar a comunicação das facções criminosas dentro das unidades, com a retirada dos aparelhos celulares.

Autor: Da redação com Ascom/Foto: divulgação