Jucá dá ultimato ao PSDB e diz que Temer ‘fez mágica’, mais que Mister M e Copperfield

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Segundo ele, ‘o PMDB não vai ficar órfão da defesa’ do legado econômico do governo.

O líder do governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (PMDB-RR), deu um ultimato a cúpula do PSDB que já prega o desembarque da base, especialmente a ala ligada ao senador Tasso Jeiressatti (CE), que ataca duramente o fisiologismo, o que chamaram de “presidencialismo de cooptação” do presidente Michel Temer. Ele disse que o perfil do novo PSDB, que sairá da convenção de dezembro, irá definir a política de alianças com o PMDB, e que se os tucanos não quiserem defender o legado econômico que começa a mudar o país, o PMDB vai lançar candidato a Presidente da República para defender esse legado.
Segundo Jucá, o legado econômico do governo Temer será a “espinha dorsal” da discussão das eleições no ano que vem e vai depender dos partidos da base decidir se querem ou não fazer a defesa desse legado. De acordo com Jucá, o PSDB vive um dilema, se sai ou não do governo, e se vai ou não defender as conquistas econômicas, e vai ter que resolver o que quer.

— Todos os partidos da base vão defender? Isso o PSDB é que vai ter que decidir. Se não tiver ninguém para fazer essa defesa, o PMDB não vai ficar órfão da defesa desse legado. O PMDB vai lançar um candidato a Presidente da República para fazer a defesa desse legado. O Presidente Michel Temer fez mágica, fez muito mais do que Mister M e David Copperfield juntos — disse Jucá.

Sobre a disputa do senador Tasso Jereissatti (CE) com o governador de Goiás, Marconi Perillo, pela presidência do PSDB em dezembro, com o apoio de dois grupos antagônicos, (o grupo de Tasso prega o rompimento, já com duros ataques ao governo. E o de Marconi prega uma saída educada e elegante com defesa do legado), Romero Jucá disse que o apoio do PMDB ao candidato do partido vai depender do perfil do novo comando dos tucanos.

— Essa guerra interna do PSDB, quem vencer, vai ser definido um perfil. E o novo perfil do comando do PSDB é que irá definir as alianças do ano que vem — disse Jucá.

O presidente do PMDB disse ainda que o apoio do partido ao candidato tucano, possivelmente o governador Geraldo Alckmin, vai depender “da postura” dos tucanos.

— As alianças e os apoios em 2018 vão depender da postura do PSDB. Antes de 2108 tem 2017. É preciso primeiro ganhar 2017. E os fatos falam mais do que as palavras — disse Jucá, repetindo uma frase dita por Tasso Jeiressatti no dia que foi destituído da presidência do PSDB pelo senador Aécio Neves (MG).

Sobre a permanência do PSDB no Ministério, Jucá disse que em dezembro vão ter que definir se saem do governo e se vão querer continuar tendo espaço na Esplanada. (LEIA MAIS: Temer diz que vai começar “agora” uma reforma ministerial)

— O espaço do PSDB no governo vai depender do PSDB. Só vai ter ministro do PSDB nomeado se houver indicação partidária — disse Jucá, descartando a possibilidade de ministros tucanos serem nomeados em cotas do governo.

Autor: Da redação com Maria Lima/ Foto: Jorge William / Agência O Globo