Em Caucaia, Ciganos, indígenas, movimentos sociais e FETAMCE se unem e vão às ruas contra reforma da Previdência.

158

De um lado uma contraofensiva conservadora, com manifestações que tentam canalizar essa insatisfação para uma agenda de retrocesso.

A concentração foi realizada as 8h no INSS, localizado na rua Joaquim Bento Cavalcante,  Centro de Caucaia. Contra as mudanças trabalhistas previstas no projeto da reforma da previdência do governo de Michel Temer.

Depois, o grupo seguiu em caminhada pelas ruas do centro da cidade carregando bandeiras, cartazes e panfletos com dizeres em protesto a reforma, ate a Praça da Câmara dos Vereadores. Os sindicalistas discursavam contra a reforma da Previdência.

O presidente da Associação de Preservação da Cultura Cigana de Caucaia-ASPRECCC, o Calón Rogério Ribeiro, criticou o fato de algumas centrais terem recuado da ideia de promover uma nova greve geral, “Estamos aqui em apoio o ato legitimo contra a reforma da previdência, pois o trabalhador está sendo sacrificado, não tem nada de benefício até agora. Nós não aceitamos, não concordamos e temos que lutar pelos nossos direitos. È um retrocesso tão grande, um massacre perverso aos direitos dos trabalhadores. Direitos esses conquistados com muitos anos de luta” destacou o cigano.

A secretária da ASPRECCC, cigana Janiele da Silva, “Continuamos na luta e resistência contra o desmonte da Previdência e em defesa dos direitos do povo cigano e das comunidades tradicionais”, declarou Janiele.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisa do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados.

O primeiro ponto é o tempo de contribuição para a previdência. Em um cenário em que um jovem se forme com 25 anos terá que trabalhar mais 40 anos para se aposentar. A forma de contrato intermitente, onde o trabalhador que estiver neste regime de contrato recebe menos do que o salário mínimo, é outro ponto do questionamento.

A reforma do ensino médio, aprovada no governo Temer. Com as mudanças, o ensino médio passa a ser tecnicista. Não estará formando o estudante como cidadão crítico e sim como um objeto de trabalho.

A presidente do SINDSEP de Caucaia, Maria Santos, denunciou os trágicos efeitos da nova legislação nos direitos sociais e trabalhistas. “É preciso organizar a sociedade brasileira, alertar as pessoas sobre o real objetivo das mudanças que afetam toda a classe trabalhadora. A luta continua, não vamos desistir de lutar”, disse a presidente do Sindsep.

O líder Indígena Dourado Tapeba, “Somos contra essas reformas que estão sendo implantadas por este governo golpista, e que a cada dia que passa está tirando o direito do trabalhador, e também o retrocesso contra os povos e as comunidades tradicionais” destacou.

A presidenta da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, também dirigente do Sindsep, destacou a importância da organização dos movimentos sociais e centrais sindicais neste processo, “Temos que ir pra ruas e dizer nem um direito a menos” pontuou Enedina.

Para o presidente do diretório municipal do  Partido dos Trabalhadores de Caucaia, Francisco Evandro “Algumas inverdades têm sido propagadas a pretexto de justificar a aprovação de uma reforma trabalhista com consequências sinistras para os trabalhadores. temos que esclarecer a população sobre essa tragédia apresentada pelo governo golpista que é a reforma da Previdência” disse Evandro.

Autor/Fotos: Ascom/ASPRECCC