Dra. Luciana Rolim defende implantação de programa de Cursos de Primeiros Socorros nas escolas do município

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Vereadora pelo PV, vice-presidente da Câmara Municipal da cidade, Dra. Luciana Rolim, defendeu na sessão legislativa desta terça-feira, (03/04), projeto que cria o programa de Cursos de Primeiros Socorros, em todas as escolas públicas e particulares, de ensino básico do município de Várzea Alegre.

De acordo com a vereadora, a proposta procura prevenir os acidentes que possam vir a ocorrer nas escolas com as crianças e adolescentes do nosso município, na falta de pessoas capacitadas a realizar primeiros socorros.

Ela citou o caso da família de Lucas Begalli Zamora de Souza, menino de 10 anos que morreu engasgado após comer um cachorro-quente durante uma excursão em Cordeirópolis – São Paulo. A família criou uma página no Facebook para combater a morte por engasgamento e falta de segurança. A excursão foi promovida pelo Colégio Rio Branco, de Campinas.

De acordo com o site Correio, “Do luto à Luta”, é assim que Alessandra Zamora, de Campinas, caracteriza o próprio sofrimento depois de perder o único filho, que engasgou comendo um cachorro-quente durante um passeio escolar. Lucas Begalli Zamora de Souza estava com 10 anos quando morreu por asfixia, em setembro do ano passado. O caso agora está sendo apurado em inquérito policial. A mãe de Lucas tenta criar uma lei que obrigue que as escolas ofereçam cursos de primeiros socorros aos funcionários.

A iniciativa de transformar em projeto de lei começou depois que a tia do menino criou uma página no Facebook para alertar outras mães. Em apenas alguns dias, a página alcançou mais de 10 mil curtidas e milhares de relatos de vítimas de engasgo foram postados na rede social. Atualmente, a página “Vai Lucas” conta com mais de 100 mil curtidas.

Segundo a página, chamada “Vai Lucas”, a família quer ter “certeza que escolas, excursões, lugares de passeio de estudo do meio estejam realmente preparados para receber nossas crianças com absoluta segurança e responsabilidade”.

A postagem não é assinada, mas em outras fotos e vídeos quem assina é o pai da criança, Régis Kochi. Segundo a página, as crianças que estavam com Lucas precisaram correr para buscar ajuda e estavam sem supervisão na hora do lanche.

O incidente ocorreu na última quarta-feira (27), na Fazenda Ibicada, em Cordeirópolis, mas o menino morreu na sexta (29), após ficar internado na UTI da Santa Casa de Limeira. Lucas foi enterrado no sábado (1º de outubro).

ESGAGAMENTO

Segundo o testemunho de funcionários e colegas, o menino engasgou após comer um cachorro-quente, no lanche servido aos alunos no passeio. A família questiona a falta de procedimentos básicos para evitar o engasgamento.

“Quando entregamos nossos filhos na escola, confiamos 100% na instituição. Quando autorizamos a ida deles em passeios, também confiamos 100%”, escreveu a família.

O laudo do IML (Instituto Médico Legal) confirmou a morte por asfixia mecânica. O menino tinha um problema congênito, a meningomielocele, o que fez com ele nascesse com uma parte da coluna exposta e tivesse dificuldade de locomoção – ele usava uma cadeira de rodas. No entanto, ele não tinha nenhum problema mental ou dificuldade para comer.

 PAI

O pai de Lucas, Régis Kochi, também fez um post do facebook comentando o caso. Ele diz que, segundo coleguinhas que estavam ao lado dele, Lucas começou a tossir e faltar ar após comer o lanche. “Então os próprios coleguinhas bateram em suas costas mas ele não melhorava, e um deles tirou o cinto de segurança da cadeira achando que podia melhorar e nada”, escreveu.

O pai relata que ainda na UTI pediátrica havia salsicha ainda nos pulmões do filho. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Limeira.

Autor: Da redação com Ascom/Foto: Fábio Oliveira