Direito a moradia: Ocupações em Iguatu chega há 100 dias e indecisão continua

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Eles afirmam que precisam de casas e mesmo sendo inscritos em programas sociais não foram beneficiados

Em Iguatu cerca de 1.400 famílias lutam pela moradia própria, onde o déficit habitacional chega a 12 mil e 6 mil cadastro feitos.

A primeira movimentação de ocupação teve inicio dia 31 de julho, no bairro João Paulo II, três mulheres iniciaram uma limpeza numa área pública destinada a uma quadra poliesportiva, porém na área só foi construindo o muro, aos poucos foram chegando famílias e hoje o local tem 176 famílias.

AREADiante da primeira ocupação denominada depois como Ocupação das Margaridas, outras surgiram em áreas ociosas da prefeitura de Iguatu, nos bairros Areias, Filadélfia, Altiplano, Vila Neuma e Chapadinha.

Nesta quarta-feira (4), a comissão se reunirá no hotel Diocesano às 10h. Na ocasião a prefeitura promete apresentar os terrenos e suas respectivas permutas.

Comissão

Os ocupantes criaram uma comissão que se juntou com a Diocese, com os poderes legislativo e executivo.

Terreno

A prefeitura municipal de Iguatu prometeu fazer doações dos terrenos para assentar as famílias das ocupações, conforme mais um cadastro que está sendo realizado pela secretaria de assistência social.

Famílias gritam

“Moramos de favor, na casa de familiares ou amigos, é muito complicado”. “Somos 5 pessoas vivendo em uma casa muito pequena”. “Não dá para continuar assim, sabendo que esse e outros terrenos vivem abandonados”. “Olha o tanto de casa que dá para construir aqui, desabafou um dos ocupantes”.

“Morava de favor na residência de familiares, possuo mulher, filhos e não temos um lar de verdade, nosso, somente, por não temos condições financeiras que decidimos ocupar um espaço aqui no Altiplano”, disse o morador.

A ocupação foi à alternativa encontrada pelas famílias para fugir do aluguel entre R$ 300 a R$ 500, em Iguatu. “A gente achou que valia a pena tentar a sorte”, resume à moradora.

Autor/Fotos: Rogério Ribeiro