Crianças sobre o olhar dos veículos: Cresce o número de crianças que pedem esmolas nas ruas de Fortaleza

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Algumas vendem doces, outras limpam vidros de carros ou fazem malabarismo fazem parte da rotina deles.

A cena não é incomum. Nos sinais de trânsito de Fortaleza, na verdade, é corriqueiro flagrar crianças trabalhando, ora limpando para-brisas, ora vendendo água, pipoca ou, apenas, pedindo esmolas. Na verdade pouco importa o que estejam fazendo porque, de uma forma ou de outra, elas estão sim, correndo riscos de atropelamento, assédio e quaisquer outros tipos de violência. Exploração do trabalho infantil é crime previsto na legislação federal.

Crianças se arriscam

No semáforo da Avenida 13 de Maio com a Marechal Deodoro, cerca de cinco crianças divide o espaço com os veículos, elas deveriam estar na escola, mas estão nos principais cruzamentos e ruas de Fortaleza. Dar esmolas e/ou se omitir em denunciar os abusos que estão, diariamente, visíveis aos olhos de todos, é uma forma de retardar uma vida melhor para todas elas.

Um grave problema social, infelizmente, comum às capitais brasileiras. De acordo com uma lei federal, “é proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos”.

A lei, instituída em maio de 1943 e retificada em dezembro de 2000, diz ainda que, em caso de menor aprendiz, o trabalho do adolescente não pode ser realizado em lugares que prejudiquem o seu desenvolvimento psíquico, moral e social ou em horários que impeçam a sua formação escolar.

Autor/Fotos: Rogério Ribeiro