Casal é baleado em Jacarepaguá: suspeito seria ex-namorado de uma das vítimas

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Um casal foi baleado na Avenida Ayrton Senna, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, na noite desta sexta-feira (29/06). Os dois voltavam de um supermercado quando foram fechados por um carro pouco tempo após deixarem a Linha Amarela, no retorno próximo à estação de tratamento da Cedae, no sentido Barra. Um homem desceu do veículo e disparou 11 vezes contra eles. Dois tiros acertaram a mulher, de 24 anos, e outros três, o homem. O suspeito seria o ex-namorado de uma das vítimas, com quem a mulher teria mantido um relacionamento por um ano e quatro meses. Ambos estão internados no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O estado de saúde deles é estável.

Segundo um dos parentes da mulher, o ex-namorado não teria se conformado com o fim do relacionamento há seis meses e estaria, desde então, perseguindo e ameaçando a mulher, a família dela e, recentemente, o atual namorado. A testemunha afirmou que o motivo pelo término do namoro seria as agressões físicas que ela sofria por parte do ex.

Ele tem ameaçado a nossa família. Eles já foram à polícia solicitar medida de proteção, mas nada foi feito. Até o filho do atual namorado dela tem sofrido ameaçadas. Um dia, o ex chegou a ir armado na casa dela e ameaçou toda a família — completa a testemunha, que afirma ainda, que a vítima esteve pouco antes do crime na delegacia para dar queixa sobre um telefonema, cheio de ameaças, que o ex teria feito para ela um dia antes do ocorrido.

O mesmo familiar disse também que os pais da vítima teriam conversado com ela sobre a possibilidade dela sair do Rio, para uma maior segurança.

O GLOBO teve acesso ao processo (nº 0020162-57.2018.8.19.0203) em que a vítima solicitou medidas preventivas contra o ex, mas teve uma resposta negativa por parte da Justiça. Segue um trecho do documento:

“Acolho as razões do Ministério Público e INDEFIRO a medida protetiva requerida, eis que não estão presentes os elementos ensejadores da mesma, e quais sejam: fumus boni juris e periculum in mora, bem como não há indícios da materialidade e da autoria. Notifique(m)-se a(s) vítima(s), via postal. Fica ciente a ofendida que qualquer fato novo deverá ser imediatamente comunicado à autoridade policial. Fica, também, ciente a(s) vítima(s) que poderá (ão) ser atendida(s) pela Defensoria Pública que atua em defesa dos interesses da mulher ou constituir advogado, bem como de que tem o prazo de 10 (dez) dias para a interposição de recurso. Decorrido o prazo recursal, dê-se baixa e arquive-se.”.

O caso foi registrado na 32ª DP, na Taquara, Zona Oeste do Rio.

Autor: Da redação com Letícia Gasparin/Foto: Uanderson Fernandes