Bombeiro que furtou caminhão no DF tem 10 anos de corporação e nenhum histórico negativo

72

Na audiência de custódia, Justiça decidiu mantê-lo preso para evitar que cometa mesmo crime. Defesa alegou que ele não tem condição psicológica de responder pelos atos.

O bombeiro do Distrito Federal que roubou um caminhão da corporação em Ceilândia na madrugada deste domingo (3) – e foi interceptado a caminho do Congresso Nacional, após percorrer quase 30 quilômetros – é um militar com pelo menos dez anos de carreira. Com cargo de segundo sargento, ele tinha habilitação para conduzir o veículo.

Fabrício Marcos de Araújo pode pegar até 20 anos de prisão pelo caso. Segundo o governo, ele vai responder por quatro crimes previstos no Código Penal Militar. Apesar da atitude, ele não apresentava nenhum histórico de problema na instituição, afirmou o coronel Alan Araújo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

“É um militar com mais de dez anos de casa. Não apresentava nenhum problema anterior a esse. E todo procedimento, os dados, essa situação dele, vai ser tudo apurado no inquérito policial.”

Na tarde de domingo, a Justiça decidiu na audiência de custódia que o bombeiro deve permanecer detido. A prisão dele em flagrante foi convertida em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. Ele está detido no Núcleo de Custódia do Corpo de Bombeiros.

Apesar de considerar o fato de ele ser réu primário e ter bons antecedentes, o juiz Alessandro Marchio entendeu que o militar “colocou em perigo número indeterminado de pessoas ao trafegar em alta velocidade pelas vias do Distrito Federal”.

“Verifica-se, assim, que ele estava obstinado a atingir o seu intento, não sendo possível precisar quantas vidas inocentes ele poderia ceifar para fazê-lo.”

De acordo com o juiz, a prisão deve ser mantida para garantir a “ordem pública” e evitar que ele tente praticar o mesmo crime. O magistrado não aceitou o relatório psicológico da defesa alegando que o bombeiro não tinha condição de responder pelos atos. O advogado do militar disse que não iria comentar.

 Autor: Da redação com Gabriel Luiz, G1 DF/Foto: Arquivo pessoal/Divulgação