Associação Cigana nasce em Caucaia

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“Visibilidade, Desafios e Perspectivas para o Futuro”: Entidade pretende dar maior visibilidade cultural e lutar pelos direitos das famílias ciganas.

Conforme o edital de convocação de constituição e criação da Associação, na tarde desta segunda-feira (13/11) ciganos da etnia Calón de Caucaia se reuniram com o intuito de criar Associação de Preservação da Cultura Cigana de Caucaia.

A reunião aconteceu na rua do grupo nº 9, no distrito de Catuana, após discussões e estudos, o grupo de Calón, decidiu pela fundação da Associação de Preservação da Cultura Cigana de Caucuai-ASPRECCC, sendo assim denominada e eleita a diretoria executiva e o conselho fiscal.

O Cigano da etnia Calón, Rogério Ribeiro foi eleito por aclamação para ser o presidente da entidade no biênio 2017 a 2019, no seu primeiro discurso como presidente ele informou que o objetivo da entidade é fortalecer a organização e a participação dos povos ciganos nas discussões sobre políticas públicas “Os ciganos têm direitos importantes. O primeiro deles é o direito de não ser objeto de discriminação” lembrou o presidente.

Tomado pela emoção com a posse, “Quero agradecer de coração a todos os meus irmãos ciganos me confiaram meu nome para ser o presidente da entidade, e dizer que jamais vou decepcioná-los. Precisamos estar mais unidos e mais engajados num projeto de uma associação forte, combativa e que tenha credibilidade para representar, lutar e reivindicar direitos e benefícios para o Povo Cigano” afirmou o presidente.

De acordo com o diretor de Diretor Social, Cultura e Evento, José Eudo “Vamos trabalhar para que o cigano não precise esconder que é cigano. Queremos que sejam respeitados” destacou o Calón Eudo

Desafios

O preconceito com os ciganos ainda é muito presente em nossa sociedade, pois o estereótipo a eles atribuído ao longo de sua presença no Brasil ainda não foi desmistificado, assim como aconteceu com outros grupos de minorias, como, por exemplo, negros e homossexuais.

Algumas Finalidades e Objetivos

Despertar a consciência nas comunidades sobre a contribuição da cultura e tradições da etnia Cigana na sociedade;

Coletar, registrar sistematizar e divulgar informações sobre a evolução das características, culturais, sociais, histórias e tradições do povo de etnia Cigana, bem como mapear as comunidades;

Oportunizar o aprimoramento dos associados através de cursos e debates, participações em congressos, oficinas, conferências e laboratórios;

Inserção das comunidades ciganas em versão específica do Programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Promover a regularização fundiária destinada ao povo Cigano.

A vida dos ciganos

A vida dos ciganos nunca foi fácil. Varekai, como dizem em romani, a língua cigana dita oficial, ‘onde quer que seja’ em português. Mal compreendidos, alvo de preconceito e perseguição.

Arraigados de folclore, os ciganos estão por aí, em todos os cantos do mundo. Quem os vê sequer desconfia: se procura o estereótipo das roupas coloridas, das felizes comunidades dançantes, vai se deparar com um povo castigado, de existência quase invisível e que carrega tanto uma marginalização histórica quanto o orgulho pulsante de ser quem é.

A exclusão e o preconceito

A exclusão e o preconceito sempre acompanharam os ciganos por onde quer que eles passem. De escravizados por cinco séculos nos antigos territórios que formam a atual Romênia, a perseguidos e assassinados pelo regime nazista de Hitler. Infelizmente, esta história de discriminação não chegou ao seu final. Os grupos ciganos ainda são pouco conhecidos e acabam negligenciados pelos governos dos territórios onde vivem. Os povos ciganos sofrem com violações dos direitos humanos diariamente. É preciso mudar essa realidade e instalar políticas públicas de promoção da cidadania cigana.

Enquanto a sociedade continuar a desconhecer a história dos ciganos e seus hábitos, eles ainda serão um povo desconhecido e, por isso, suscetível à discriminação.

Composição da diretoria executiva

Presidente-Rogério Ribeiro

Vice-presidente- Maira Aline Nunes

Primeira secretária- Renata Oliveira

Segunda secretária – Maria Janiele Lucino

Primeiro Tesoureiro- Diego Lima da Silva

Segundo Tesoureiro – Maria da Conceição Cavalcante

Diretor Administrativo – Claudio Gomes

Diretor de Articulação e Comunicação- Thallya Souza

Diretor Social, Cultura e Evento- José Eudo da Silva.

Conselho Fiscal

Titulares

Francisco Gomes

Maria Alice Lima Bezerra

Maria Celiane Souza

Suplentes

Francisco Cleudo Rodrigues

Jane Marta Serafim

Francisco Damião

Autor: Ascom Aspreccc/Fotos: Ascom