Associação Cigana de Caucaia oficializa sua existência junto a parlamentares

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Na manhã deste sábado (9/12), o presidente da Associação de Preservação da Cultura Cigana de Caucaia-ASPRECCC, o calón Rogério Ribeiro, entregou ofícios ao senador Pimentel, à deputada federal Luizianne Lins e o deputado estadual, Elmano de Freitas. A entidade pretende dar maior visibilidade cultural e lutar pelos direitos das famílias ciganas. Os parlamentares demonstraram interessem em apoiar as demandas apresentadas no documento.

De acordo com o presidente, a ASPRECCC foi implantada para dá visibilidade os ciganos, mapear, coletar, registrar sistematizar e divulgar informações sobre a evolução das características, culturais, sociais, histórias e tradições do povo de etnia Cigana, bem como mapear as comunidades, “Vamos busca nossos direitos e oportunidade, neste momento entregamos os parlamentares algumas demandas e solicitações” destacou.

Os ciganos não gozam de boa fama, o que lhes tem valido perseguições. Em relação a isso, muitos deles não se auto afirmam ciganos a sociedade por medo ou represália a intolerância cultural existente.  “Até hoje o povo de etnia cigana sofre por preconceito e perseguições que se arrastam há séculos. Nada mais óbvio que esconder sua real ancestralidade para evitar dissabores no dia a dia”, destaca.

O preconceito com os ciganos ainda é muito presente em nossa sociedade, pois o estereótipo a eles atribuído ao longo de sua presença no Brasil ainda não foi desmistificado, assim como aconteceu com outros grupos de minorias, como, por exemplo, negros e homossexuais.

A ASPRECCC foi constituída em dia 13 de novembro de 2017, com sede provisória no Distrito de Catuana, em Caucaia-CE, onde foi eleita a diretoria executiva e o conselho fiscal. Com situação cadastral ativa junto à Receita Federal desde o dia 06/12/2017, a associação está sob número de inscrição CNPJ: 29.224.747/0001-05.

A luta da ASPRECCC é por reconhecimento e acesso a direitos, que as comunidades ciganas cearenses sejam contempladas nas políticas públicas do governo federal, do estado e do município no tocante a povos e comunidades tradicionais, conforme Decreto 6040/07 que garante iniciativas nos eixos: Acesso aos Territórios Tradicionais e aos Recursos Naturais, Infraestrutura, Inclusão Social e Fomento a Produção Sustentável; bem como o que assegura na Lei da Agricultura FamiliarNº 11.326, que estabelece como seu público os agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais, por isso todos são públicos do MDA.

Autor/Fotos: Ascom/ASPRECCC