Arboviroses: Caucaia aponta redução de mais de 95% de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

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“Dois mil e oito foi um ano atípico em comparação com anos anteriores”, analisa positivamente o técnico do setor de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Francisco Pires de Sousa, em elação à redução de mais de 95% de casos de arboviroses em Caucaia.

O percentual destaca ações de contingência da pasta, que monitora 238 pontos estratégicos, mobiliza agentes comunitários de saúde, implanta brigadas de combate ao Aedes aegypti, inseto transmissor da dengue, zika e chikungunya, e leva conscientização sobre prevenção de doenças para a população.

“Vivemos um ano de silêncio epidemiológico”, acrescenta Pires, explicando que o percentual favorável leva em consideração principalmente o fato de 2017 ter sido um ano epidêmico em relação às doenças causadas pelo mosquito. A preocupação da SMS é que em 2019 o cenário possa se inverter, uma vez que a previsão é de poucas chuvas e instintivamente muitas famílias condicionam água dentro de casa.

Caucaia apresentou variação entre médio-alto e médio-risco durante o ano, conforme Levantamento de Índices Rápido (Lira), feito pelo Ministério da Saúde em municípios prioritários no combate às arboviroses. Nessa perspectiva, Caucaia tem investido no controle biológico com o uso de peixes-beta, ações intersetoriais de limpeza pública e mobilizações educativas.

Outras ações de combate às arboviroses feitas pela SMS destacam: recolhimento de 3.700 pneus de pontos públicos, monitoramento de localidades rurais com uso de ovitrampas, monitoramento de prédios privados e públicos, blitze sanitárias em parceria com a Vigilância Sanitária e recicladores.

Para 2019, a SMS pretende intensificar o plano de contingência para direcionar ações estratégicas e atingir principalmente bairros com elevada infestação predial. A intenção é apresentar um pacote de medidas com intervenções iniciais que contenham, por exemplo: intensificação da limpeza urbana; articulação com escolas municipais; vigilância na rede hospitalar e unidades básicas de saúde, e notificação dos primeiros casos.

Autor: Da redação com ascom/Foto: ascom