Ação conjunta pode conter avanço da mosca da carambola na fronteira com a Guiana

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Uma das preocupações das autoridades brasileiras e que reflete na segurança na fronteira é em relação ao avanço da Mosca da Carambola. Uma parceria proposta durante a reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), entre a Agência de Defesa Agropecuária (ADERR), Superintendência do Ministério da Agricultura em Roraima e a Superintendência do Ministério da Agricultura de Lethen, possibilitará uma ação conjunta para uma possível captura de insetos em área guianense.

Segundo a Diretora de Defesa Vegetal e engenheira agrônoma da ADERR, Marta Mota, a mosca da carambola é considerada uma das piores pragas que podem existir dentro da fruticultura. A mosca coloca ovos nos frutos, que se transformam em larvas e danificam a fruta. A praga não traz riscos à saúde. O prejuízo é unicamente financeiro, pois os países que compram do Brasil não aceitam frutos das regiões que têm a mosca da carambola.

Essa é a terceira vez que é abordada durante a reunião do GGI a preocupação com a proliferação da mosca da carambola na fronteira com a Guiana.

Por conta disso, foram colocadas barreiras de fiscalizações na BR-401, no entroncamento das estradas que dão acesso a Bonfim e Normandia e está proibida a exportação de frutas naquela região. Foi colocada recentemente outra barreira na Ponte da localidade de Surumu.

A ideia, segundo Marta Mota, é delimitar a área de focos da mosca da carambola. Entretanto, o maior entrave é de que, como a ação é realizada no Brasil, não há como mapear os dados da Guiana, tornando-se imprescindível esse mapeamento.

O superintendente do Ministério da Agricultura em Roraima, Luiz Cláudio Estrela, sugeriu uma visita técnica dos profissionais da Guiana em Boa Vista, para que possam ter acesso às técnicas de combate ao inseto. Foi agendada uma data para esse encontro em Boa Vista para o dia 17 de maio.

“Pré-agendamos uma ação conjunta, que deve ter data confirmada na reunião em maio. Dessa forma poderemos, em conjunto com as autoridades da Guiana, realizar um mapeamento e instalar armadilhas, com as técnicas “Mcphail” e “Jackson” para captura do inseto em regiões fronteiriças entre os dois países” disse a diretora.

Marta Mota observou que o trânsito entre as comunidades indígenas fronteiriças é muito intenso e, portanto, há necessidade de se fazer um trabalho preventivo.

Ascom/foto:SESP-RR