130 anos da Proclamação da República: “A data é uma oportunidade para olhar para frente e tentar avaliar o que nos espera nas próximas décadas” diz ICB

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Para o Instituto Cigano do Brasil-ICB, uma República deve contemplar diferentes realidades, mas deve ser justa, celerada, igualitária para todos, a polarização é sempre um problema porque ela não alimenta o diálogo. Diante da conjuntura atual o aniversário da Proclamação da República propicia avaliações sobre a atual situação política do Brasil.

Em 15 de novembro

Em 15 de novembro de 1889, quebrou-se o equilíbrio de forças que manteve a Monarquia por quase quatro séculos — 315 anos como território colonial do Reino de Portugal, 7 anos como cabeça do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e 67 anos como Império independente.  Marechal Deodoro saiu de sua casa no centro do Rio, próximo à Central do Brasil, para proclamar a República acompanhado por uma tropa de cerca de mil militares.

A república brasileira deu prazo para que a família real deixasse o país. Depois da expulsão, Dom Pedro II escreveu “Resolvo, cedendo ao Império das circunstâncias, partir com toda a minha família amanhã, deixando esta pátria de nós estremecida. Conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo ardentes votos por sua grandeza e prosperidade.”.

Problemas ainda à espera de solução

Os mais ricos do nosso país terminam por pagar proporcionalmente menos impostos do que os mais pobres, aprofundando o fosso da desigualdade.

Esse desequilibro econômico ainda é intensificado com a cobrança de tributos, que proporcionalmente é muito mais pesada para os mais pobres.  A grande crise atual da República também está na questão dos direitos sociais

Assim, o Brasil, após 389 anos de Monarquia e 130 anos de República, ainda busca seu caminho para se tornar uma nação mais justa, que era o defendido pelos republicanos históricos, como Quintino Bocaiuva, Prudente de Moraes, Delfim Moreira, Benjamim Constant e o próprio Ruy Barbosa.